Fim do cinto abdominal
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Marcos Martins<br> Especial para a FOLHA 
Os cintos de segurança abdominais estão com os dias contados. Uma resolução divulgada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) este mês determina que a partir de 2020 o equipamento de três pontos seja obrigatório para todos os ocupantes. A medida vale para os carros zero quilômetro. Outro item que ganha obrigatoriedade é o apoio de cabeça em todos os assentos.
De acordo com a lei vigente, o cinto de três pontos é obrigatório para os passageiros da frente e os laterais do banco de trás, não incluindo o assento do meio do banco traseiro. Outro ponto incluído na resolução é a colocação de pelo menos um ponto de fixação Isofix para cadeirinhas nos bancos traseiros. O Isofix é um sistema de instalação da cadeirinha no carro que independe do cinto de segurança. O sistema é bastante comum no exterior, mas ainda pouco utilizado no Brasil.
Uma regra que não está nas resoluções mas que todo mundo deveria seguir é o cuidado com a manutenção dos cintos de segurança. Item fundamental em um veículo e que reduz consideravelmente o risco de danos mais graves em um acidente de trânsito, o equipamento jamais deve ser consertado. Em caso de defeito no tecido ou em alguma peça, a parte defeituosa deve ser imediatamente trocada por um modelo igual ao recomendado pela montadora e jamais deve ser costurado.
É preciso verificar também se os engates não estão com folga e se estão bem presos à carroceria do carro. E quando for trocar, preste atenção na qualidade do produto. "Tem alguns à venda que não são homologados e, na prática, não servem para nada. Em um acidente eles não vão proteger, estão ali só de enfeite e trazem um perigo danado para o motorista e passageiros", alerta o mecânico Aldair Gonçalves.
A vida útil do cinto de segurança varia de acordo com as condições a que o carro é exposto e também da forma como o item é utilizado. Sinais de desgaste no chamado "cardaço", que é a fita de pano, e a eficiência dos engates precisam ser avaliados constantemente.
E após uma colisão, é preciso trocar os cintos? Em muitos casos sim, já que ele pode ter perdido a resistência durante o impacto. Portanto, além dos cuidados com a lataria, é preciso verificar também como ficou o equipamento. "Quase ninguém lembra de olhar como ficou o cinto, mas depois de uma batida o mais certo é trocar o equipamento, que pode ter passado por uma grande carga de esforço e ficado com a resistência reduzida, sendo ineficiente em outra possível colisão", explica Gonçalves.


