A Fiat Automóveis, indústria automobilística que há cinco anos mantém a liderança no mercado brasileiro, investirá nos próximos três anos 2 bilhões de euros (cerca de R$ 6 bilhões). ''Significa que estaremos investindo em novos produtos e no desenvolvimento de motorização. É uma injeção forte no setor de revenda, que acredito comece a acontecer nos próximos quatro ou cinco meses. Temos dois grandes lançamentos previstos que vão impactar o mercado'', afirmou o diretor de vendas da montadora, Francelino Schilling, que visitou o empresário Flávio Meneghetti, da empresa londrinense Marajó Veículos.
Em abril, a Fiat foi a marca que mais vendeu automóveis e comerciais leves no País. Traduzindo essa liderança em números, foram emplacados 26.910 automóveis e 4.080 comerciais leves Fiat. No total, a marca fechou o mês de abril com 30.990 veículos emplacados, como aponta o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), o que representa 24,2% de participação no mercado.
Schilling preferiu não adiantar detalhes sobre os novos investimentos da marca, mas garante que procuram atender às exigências do público consumidor, que nos últimos anos mudou o perfil. ''São consumidores que buscam qualidade no produto, de atendimento e transparência nas negociações. É isso que o consumidor espera da Fiat'', apontou o diretor de vendas.
Recentemente, os presidentes de todas as montadoras instaladas no Brasil se reuniram com o titular do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, esquadrinhando o cenário econômico para o crescimento do setor, que passa por um período de demissões.
''O mercado automobilístico brasileiro tem a expectativa de crescimento maior com redução das taxas de juros, com o lançamento de modelos novos. O mercado automobilístico é o que menos sofre os reflexos do dólar, mas para algumas regiões como a de Londrina, a crise na agricultura tem um reflexo grande para esses investidores. Temos que criar alternativas para que eles também não tenham tanta preocupação'', avaliou Schilling.
O Brasil é o principal mercado da Fiat, depois da Itália, sediando a maior fábrica de automóveis do grupo fora do país de origem da marca. O faturamento da empresa em 2005 foi de R$ 13,1 bilhões, cerca de 25% maior que o obtido no ano anterior.

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