A Fiat está completando a nova família Palio com a reestilização da picape Strada, lançada essa semana em Belo Horizonte (MG). O modelo ganhou alterações no estilo que já haviam sido incorporadas ao Palio, Palio Weekend e Siena. Recebeu também avanços tecnológicos. Com a nova Strada, a montadora espera ampliar ainda mais a sua liderança no segmento de veículos comerciais leves, no qual está na frente com 37% do mercado.
Uma dos principais ganhos aconteceu na gama de produtos, que ganhou a versão Adventure (R$ 21,7 mil), antes disponível apenas na Palio Weekend. A Strada é oferecida também nas versões Working 1.5 com cabine curta (R$ 17.211,00) e estendida (R$ 18.623,00), Working 1.6 16 válvulas cabine curta (R$ 19,5 mil) e LX 1.6 16 válvulas cabine estendida (R$ 22,9 mil).
A Working 1.5 é a que tem menos itens de série e até como opcionais. A LX e a Adventure são as mais completas e oferecem, por exemplo, contagiros, direção hidráulica, acionamento elétrico dos vidros e faróis de neblina de série. O sistema Fiat Code de última geração –cujo código muda todas as vezes que se insere a chave no contato– está disponível em todas as versões. Airbag, ar-condicionado e freios ABS são opcionais em todas as versões. Com a variedade, a Fiat espera atender cada vez também os consumidores que adquirem a picape para usá-la mais como veículo de passeio do que de trabalho.
A remodelação na Strada, que chegou ao mercado em setembro de 98, gerou um visual mais robusto. Com projeto do designer italiano Giorgetto Giugiaro, eleito no ano passado o ‘‘Car Designer do Século’’, o carro ganhou contornos mais esguios no capô, pára-lamas, pára-choque, faróis e grade, que também conta com a logomarca comemorativa dos 100 anos da marca.
A traseira conta agora com novas lanternas, que possuem lentes parcialmente transparentes e estribo remodelado. O objetivo das mudanças foi ressaltar a ampla caçamba, que tem capacidade para 705 quilos de carga (cabine simples) e 685 quilos (estendida).
No interior, o painel ganhou o tom prateado. O volante foi reestilizado e passou a contar também com a nova logomarca da Fiat. Os bancos ganharam tecidos com novas padronagens. O problema continua sendo o nada prático sistema de ajuste de posição numa alavanca que requer um esforço grande por parte do motorista e passageiro. Os comandos do painel e de acionamento dos vidros continuam com fácil acesso.
O motor 1.6 16 válvulas produz 106 cavalos de potência e 15,4 kgm de torque máximo a 4.500 rpm –o que leva as versões do Fiat Strada equipadas com ele à velocidade máxima de 180 km/h, e a acelerar de 0 a 100 km/h em 10,1 segundos, conforme afirma a montadora. Essas versões, também segundo a Fiat, fazem 10,7 km/l na cidade e 14,8 km/l na estrada. Já o motor 1.5 apresenta 76 cavalos de potência. O torque máximo é de 12,1 kgm a 2.750 rpm. Faz, de acordo com a Fiat, 10,9 km/l na cidade e 15,1 km/l na estrada.
O modelo Working 1.6 16V testado pela Folha em Belo Horizonte mostrou-se com bom desempenho no asfalto e em alta rotação. Nas primeiras marchas, o carro demora a responder. Isso ficou mais evidente num trecho de terra preparado para o test-drive. Apesar de não ser um veículo típico para tráfego em areia e terreno muito acidentado, a Strada tinha dificuldade para vencer aclives mais acentuados, obrigando a redução de marchas, em alguns casos, até para a primeira.
O destaque positivo é que o carro mostrou-se com boa abosorção dos impactos, resultado das alterações na suspensão. A dianteira, que utiliza o sistema independente tipo MacPherson com barra estabilizadora, ganhou novas molas e novos amortecedores. Na traseira, a Fiat Strada possui eixo rígido e molas parabólicas longitudinais. O eixo, do tipo ômega, evita que a suspensão raspe no solo. Junto com os pneus de perfil alto, dá a Strada a distância de 175 mm do solo, a maior no segmento.(O jornalista viajou a convite da Fiat)

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