A Fiat Automóveis fechou 7.500 vagas em sua fábrica de carros, em Betim, este ano, e transferiu os empregados para outras empresas, algumas do próprio grupo Fiat. Trata-se de uma medida que serve não apenas para enxugar a produção de veículos para adequar as vendas à demanda em tempos de crise, como também para descomplicar processos que não representam a atividade principal de uma montadora, como manutenção de máquinas.
Parte dos empregados foi para a TNT, uma empresa que trabalha com logística, principalmente na movimentação de materiais. Mas a principal parte dessa nova estratégia da Fiat foi a criação de novas empresas dentro do próprio grupo Fiat.
Uma das novas empresas do grupo é a Comau Service, especializada em manutenção de máquinas. ‘‘Os empregados podem agora trabalhar em empresas que prestam serviço até para outras montadoras’’, destaca o diretor-superintendente da Fiat Automóveis, Giovanni Razelli.
Esta é, aliás, uma vantagem, aproveitando a chegada de novas montadoras. Os empregados da Comau Service - alguns deslocados da Fiat Automóveis - cuidarão das máquinas de produção também da Renault.
Outra empresa criada recentemente e anexada ao grupo Fiat é a Gesco, de administração contábil. O modelo está dando certo e a Fiat já pensa em adotá-lo em outras montadoras da marca no mundo.
EMPREGOS A Fiat SPA vai reduzir as dispensas temporárias planejadas para janeiro na unidade de veículos Fiat Auto SPA, na Itália. Em um comunicado distribuído para a imprensa, a empresa informa que o número de trabalhadores dispensados temporariamente será reduzido para 20 mil, dos 35 mil anunciados no início de novembro. Como resultado, a produção de veículos será elevada 11 mil unidades sobre o mesmo período.

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