Ferrari Enzo é a 'estrela' de Paris
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sábado, 28 de setembro de 2002
Mauricio Della Barba<br> Enviado a Paris 
O novo sonho italiano já tem nome, cara e motor. A Ferrari Enzo, próximo carro a ser produzido pela mítica marca italiana, é a grande estrela do ''Mondial de L'Automobile'' ou Salão de Paris, que abriu ontem suas portas e vai até o dia 13 de outubro na França. Considerada a mais cara e a mais rápida Ferrari de rua já produzida, a Enzo - nome que homenageia o fundador da marca - também é esperada para o Salão do Automóvel de São Paulo, que começa no dia 10 de outubro.
Entre os ''sortudos'' que irão ter uma Enzo na garagem estão o guitarrista Eric Clapton, o boxeador Mike Tyson e ator Nicholas Cage. Apenas 349 unidades da ''macchina'' serão fabricadas e começam a ser vendidas a partir do fim do ano, em edição limitada.
Será a Ferrari de rua mais veloz de toda a história. O motor de 650 cavalos que equipará o carro é capaz de fazer de 0 a 100 quilômetros por hora em apenas 3,65 segundos, graças a um sistema sequencial de troca de marchas. A velocidade máxima que o Enzo poderá atingir será 350 quilômetros por hora. É 0,6 segundo mais rápida que a 575M Maranello, a mais potente da linha.
Nunca houve uma Ferrari tão cara. Deverá custar na faixa dos US$ 650 mil (mais de R$ 2 milhões), quase US$ 200 mil a mais que a 575M. A Enzo é a quarta de uma série de edições limitadas da Ferrari, que começou em 1984 com a 288 GTO, seguida da F40 em 1987 e da F50 em 1995. O modelo homenageia o fundador Enzo Ferrari (1898-1988) e comemora a grande fase da marca nas pistas de Fórmula 1, após a quarta conquista consecutiva do mundial de construtores.
Inspirado nos modelos de corrida, a Ferrari Enzo incorpora estrutura de alumínio e carbono e uma rede de sensores, controlada por computador, que coordena o funcionamento do motor, da suspensão e da aerodinâmica. Elas se ajustam, conforme a velocidade e o vento, melhorando o desempenho. Quase todos os comando ficam ao alcance das mãos, na direção.
O design, do estúdio Pininfarina, lembra os bólidos da Fórmula 1, sobretudo pela frente e laterais. O modelo não tem nenhum aparelho de som, para não ''atrapalhar'' a sinfonia do motor. Um olhar mais atento à pintura revela sombras da malha de fibras de carbono, o que não deixa de ser um requinte de carro feito à mão.
* O jornalista viajou à convite da Anfavea


