Faróis Xenon: que bicho é este?
A maior parte dos carros nacionais são equipados com faróis do tipo parabólico ou composto por dois refletores parabólicos. O modelo usa uma lâmpada halogênea, específica para esse tipo de farol. Com isso, o farol baixo aproveita somente a parte superior da parábola, enquanto o alto reflete em toda a região do componente. Sua lente é óptica e distribui a luz homogeneamente.
Em carros importados, a novidade está nos faróis do tipo xenon, que utilizam lâmpadas que produzem luz através da descarga elétrica dentro um ambiente onde está presente o gás Xenônio e alguns sais que evaporam durante o processo de descarga. A grande vantagem deste tipo de lâmpada é a vida útil e a quantidade de luz emitida, que corresponde aproximadamente a três vezes mais que uma lâmpada halógena, explica Carlos Takata, gerente da Valeo Sistemas de Iluminação.
Apesar da eficiência, segundo o engenheiro, as lâmpadas de xenonônio somente podem ser utilizadas em faróis concebidos para receber este tipo de lâmpada. Os carros populares utilizam lâmpadas halógenas, normalmente H4 ou H7, portanto não devem ser adaptados para utilizar as lâmpadas de descarga, lembra. Qualquer adaptação para um farol que utiliza uma lâmpada halógena causa sempre uma desconfiguração do facho luminoso e um dos principais efeitos é o aumento do nível de ofuscamento.
Lâmpadas e faróis que emitem fachos de cor azul; protetores de lentes (películas) encobrindo a lanterna; e lâmpadas com potência maior do que especificada pela montadora são proibidos pelo Código Brasileiro de Trânsito.
Para utilizar lâmpadas semelhantes às de xenon, a opção são os modelos Cool Blue, da Osram, e Blue Vision e Crystal Vision, da Philips. Elas emitem uma luz branca e brilhante, porém, dentro das leis brasileiras. Uma desvantagem destes tipos de lâmpadas é quanto a duração de vida, que é menor que a tradicional.





