Falhas em motores flex podem ser por causa de álcool ruim
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de março de 2006
Mauricio Della Barba 
O aumento do teor de água e a elevada condutividade elétrica são os principais fatores presentes no álcool adulterado que impactam nos componentes de um veículo. Este é o resultado do estudo conduzido pela Robert Bosch América Latina, apresentado durante o Congresso SAE 2005, em São Paulo.
Para determinar quais as característiscas do combustível encontrado em campo, a Bosch colheu amostras de álcool em diferentes postos localizados em território paulista. Todas passaram por testes de teor alcoólico, PH, condutividade elétrica, e presença de cloretos, sulfatos e sódio e resíduos.
A partir destes dados, a equipe da Bosch preparou combustíveis com as mesmas características de adulteração para testá-los em um veículo com motor 2.0L, 8 válvulas, com tecnologia Flex Fuel. O carro rodou cerca de 2.000 km e os resultados mostraram que as discrepâncias de teor de água e condutividade elétrica causam: redução da vida útil da bomba e do filtro de combustível, bem como de outros componentes que ficam na sequência do fluxo do combustível.
Dificuldade na partida do veículo, consumo elevado, perda de desempenho e aumento da poluição também foram observados durante os ensaios. Com os combustíveis mais agressivos, no qual o teor de água chegou em 30% da mistura por exemplo, constatou-se não ser possível dar partida a frio. Com 22%, o motor apresentou um ruído incomum e ainda houve presença de água no óleo do motor.
''Nosso objetivo foi identificar que características dos combustíveis encontrados em campo estão afetando os veículos e, a partir disso, temos atuado junto às montadoras para buscar informar melhor os usuários e oficinas. Além de também ajudar no tratamento das questões de qualidade junto ao mercado e órgãos compententes'', afirma Besaliel Botelho, Vice-Presidente da Unidade de Sistemas a Gasolina da Robert Bosch América Latina.


