Fabricado em fibra de vidro, 1º modelo lembrava Ferrari 250 GTO
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domingo, 28 de dezembro de 2014
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
De acordo com dados do Clube do Carro Antigo de Londrina, criado em 1993 e que conta com 80 associados e 170 carros, a história do Puma se inicia em 1964, na cidade de Matão, no interior de São Paulo, quando um grupo de aficionados por automobilismo, liderados por Rino Malzoni, resolveram criar um automóvel esportivo. No ano seguinte, os primeiros protótipos do "GT Malzoni" começaram a ser expostos ao público.
O cupê esportivo, rebatizado de Puma, entrou em produção em 1967. Era fabricado em fibra de vidro e seu desenho, criado por Anísio Campos, lembrava muito a Ferrari 250 GTO daquela época. A mecânica era DKW 1.0, com tração dianteira.
Como a DKW foi comprada pela Volkswagen naquele mesmo ano, e a linha Vemag foi retirada de produção, o Puma-DKW teve vida curta: apenas 130 unidades foram produzidas.
Em 1968 começam as negociações de Malzoni com a Volks para a utilização do tradicional conjunto mecânico daquela empresa. Assim, em 1971, é iniciada a produção da linha GTS/GTE - o GTS um roadster e o GTE um cupê.
Apesar do motor 1500 a ar, posteriormente substituído pelo 1600, o carro se tornou desejado. Isso graças ao seu design, que impressiona colecionadores até hoje. A dirigibilidade, favorecida pelo chassi bem trabalhado e pela direção pouco reduzida, também chamavam a atenção do público. O carro chegou a ser exportado para países da Europa e África.
No final da década de 1970 foi lançada a versão GTB, maior, que usava o trem de força do GM Opala de seis cilindros. Era um carro mais luxuoso, que contava com bancos revestidos em couro, direção assistida e vidros elétricos. Também primava pela esportividade no acerto do chassi tubular - e direção.
Em 1982, o GTS/GTE foi aprimorado e ganhou o nome GTC/GTI. Foi lançado ainda o P-018, também baseado na mecânica Volkswagen a ar, porém com nova distribuição, alimentação e escapamento.
Em 1985, em dívida com fornecedores, a Puma foi vendida para a Araucária Veículos, de Curitiba, que interrompeu a produção do esportivo. Só em 1987, o empresário Nívio de Lima, dono da metalúrgica Alfa Metais, compra a Puma e constrói uma nova fábrica na Cidade Industrial de Curitiba.
Em 1988 foi relançado o GTB que, com desenho e acabamento revisados, passa a chamar-se AMV. Em 1989, veio o AM-3, com novo chassi tubular e motor VW 1.6 a água instalado na traseira.
Mas em 1989, com a abertura do mercado, os carros japoneses ofuscaram o brilho dos novos esportivos Puma, que acabaram descontinuados em 1990. Pouquíssimas unidades do AMV e AM-3 chegaram a ser produzidas. Em 1998, a Ford comprou os direitos sobre o nome "Puma" a fim de lançar um pequeno cupê.


