A Kia Motors é mais uma marca que irá se instalar no Brasil. Os dirigentes da Kia Motors do Brasil oficializaram a iniciativa de construir uma fábrica no País na semana passada.
A nova fábrica será construída na cidade de Itu, interior de São Paulo, e produzirá inicialmente o caminhão leve Bongo, de capacidade de carga para 1.550 quilos. A Kia também pretende produzir, em uma segunda fase, a van Besta, já no estilo da nova versão GS, e o utilitário esportivo Sportage.
O presidente da Kia Motors do Brasil, José Luiz Gandini, confirmou que todo o investimento será feito pelo Grupo Gandini, e somará a quantia de US$ 50 milhões. O empreendimento não contará com dinheiro dos coreanos.
O início de operação da fábrica está previsto para julho de 1999. O terreno tem 320 mil metros quadrados, sendo 20 mil destes de área construída. A unidade terá capacidade para montar 10 mil unidades do Bongo por ano.
A fábrica brasileira da Kia vai começar a operar, daqui a dois anos, com índice de nacionalização de apenas 10%, pelo regime de CKD (apenas a montagem é feita aqui). Isto significa que 90% dos componentes dos veículos serão importados. A idéia da empresa é atingir índices de nacionalização de 60% três anos depois. A partir daí a empresa começará a exportar para o Mercosul. A fábrica vai gerar 400 empregos diretos e aproximadamente 2 mil indiretos.
A direção da Kia também disse que o investimento no Brasil não será afetado pela crise financeira do grupo na Coréia, porque os recursos são todos do importador. Posteriormente, a empresa brasileira concederá aos coreanos ações da Kia do Brasil em troca dos royalties pagos hoje.
A Kia espera trazer 500 unidades da nova versão da Besta GS por mês. Até o final do ano deverão ser vendidas 15 mil unidades deste veículo, 3 mil na versão GS.
A Besta foi lançada há cinco anos e inaugurou o segmento de vans de trabalho, hoje dominado pelos utilitários coreanos: Hyundai H100, Asia Topic e Towner, além da Kia Besta. Hoje já existem 20.114 unidades do modelo rodando no País. Este utilitário domina o mercado de vans importadas, com participação de 46%. Mas no mercado geral a fatia não passa de 8% em razão da popularidade da Kombi, da Volkswagen.

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