Nasce mais um superesportivo com o símbolo do cavallino rampante. A italiana Ferrari apresentou ao público no Salão de Paris, em outubro, o modelo F550 Maranello, o mais recente substituto da lendária Ferrari Testarossa.
O novo modelo passa a ocupar o lugar que já foi da 512 TR e 512 M, exibindo algumas características no desenho e no motor não muito costumeiras nos carros da Casa de Maranello. A F550, como todos os outros veículos da marca, foi projetada pelo estúdio Pininfarina, mas tem linhas menos agressivas do que as dos últimos lançamentos da Ferrari. Apesar de ter capacidade para só duas pessoas, de perfil ela lembra o modelo 456 GT, o único 2+2 da marca atualmente em produção. Mas isso não quer dizer que falte esportividade ao veículo.
Na parte dianteira, duas grandes entradas de ar garantem a agressividade do modelo. Uma delas fica sobre o capô e dá uma identidade à F550. A segunda entrada de ar fica no pára-choques e tem ao centro o cavalinho empinado, símbolo da marca. Outro destaque na parte externa é o conjunto ótico dianteiro formado por dois faróis redondos cobertos por uma pálpebra única, semelhante ao do top da Ferrari, a F50.
Enquanto os faróis aparecem mais como solução estética, as entradas de ar vão além do simples design e servem para ventilar o propulsor. Isso porque a F550 Maranello ganhou um motor de instalação dianteira, diferentemente dos modelos mais recentes da marca que têm propulsores instalados na traseira. A tração do novo esportivo, porém, é traseira como nos demais carros da montadora.
E se alguns motoristas mais ortodoxos podem ficar desconfiados das soluções diferentes apresentadas pela F550, o motor acaba com qualquer dúvida de que se trata de um autêntico veículo de Maranello. A Ferrari equipou a F550 com um propulsor V12 a 65 graus com 48 válvulas de 5.474 cm3 e comando de válvulas variável.
Este motor atinge a potência máxima de respeitáveis 485 cv a 7 mil rpm e torque máximo de 58 kgfm a 5 mil rpm. Mas, segundo a montadora, a apenas mil giros o esportivo já esbanja 40 kgfm de torque. Com estes números, o novo esportivo não se faz de rogado, alcança a velocidade máxima de 320 km/h e acelera de zero a 100 km/h em apenas 4,4 segundos. Em um modelo tão rápido, para manter a segurança, a F550 foi equipada com controle de tração e freios a disco nas quatro rodas, com sistema ABS de série.
Já a suspensão, independente nas quatro rodas, é semelhante à do 456 GT. Na frente e na traseira, ela é formada por braços triangulares, molas helicoidais, amortecedores e barra estabilizadora. Os amortecedores ainda contam com ajuste variável controlado por computador, que adapta a regulagem de acordo com a velocidade, a aceleração vertical e a pressão nos freios.
Apesar de todo o aparato esportivo no visual e na parte mecânica, o interior da F550 não tem nada de espartano, como é comum nestes tipos de carros. O habitáculo exibe linhas arredondadas e vem de série com bancos de couro, CD player, ar condicionado, volante com ajuste de altura e profundidade, além de air bag duplo. Opcionalmente, há bancos esportivos feitos em fibra de carbono. Já o câmbio é o tradicional manual de seis marchas com desenho de duplo H. Mas, para o final de 1997, pode surgir a opção do câmbio no volante, como nos carros de Fórmula 1.
Com habitáculo requintado e desenho e motor de um verdadeiro bólido, a F550 segue os padrões da Ferrari e é um veículo para poucos. O modelo na Europa terá preço médio de US$ 230 mil. Já o brasileiro que quiser colocar o F550 em sua garagem terá que desembolsar US$ 480 mil para comprá-lo.

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