DivulgaçãoA GM exporta aproximadamente 700 unidades da Blazer 2.2 por mês

As exportações brasileiras de veículos deram um salto no mês passado. As fábricas venderam para o exterior 26.976 unidades, 154,8% a mais do que em dezembro de 95 (10.586). As exportações do mês passado representaram faturamento de US$ 235,9 milhões, 42% mais do que no mesmo período do ano anterior.
De acordo com Silvano Valentino, presidente da Anfavea, a associação que reúne as montadoras de veículos, esses números já são resultado da política de incentivos às exportações previstas no regime automotivo brasileiro.
Quem assina acordo com o governo pode importar máquinas, autopeças e
veículos com Imposto de Importação reduzido. Mas se compromete a compensar as importações com exportações no mesmo volume. ‘‘Os efeitos da nova política estão aparecendo mais cedo do que o previsto’’, diz Valentino.
Durante todo o ano de 96, as exportações cresceram 16,2% em relação a 95 e chegaram a 305 mil unidades. O faturamento atingiu US$ 2,5 bilhões. Com a inclusão do setor de máquinas agrícolas, chegou a US$ 3 bilhões. A indústria prevê crescimento ainda maior para este ano: 390 mil veículos, 28% mais.
O faturamento também deve crescer, mas não na mesma proporção do número de veículos exportados. A tendência, diz Valentino, é crescer a exportação de carros desmontados e de veículos de menor valor.
Atualmente, segundo dados da Anfavea, cerca de 50% dos veículos exportados são desmontados.
A indústria bateu recorde de produção pelo quarto ano consecutivo em 96. As montadoras fabricaram 1.813.881 unidades, 11,35% mais do que em 95. O Brasil, diz Valentino, deve passar do 10º para o 9º lugar entre os maiores produtores mundiais em 96.

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