A evolução das juntas acompanhou o crescimento da indústria automotiva, afinal, têm a responsabilidade de durar muito mais e ter melhor desempenho, isso porque os motores trabalham em regimes mais severos e os prazos de garantia da montadora foram estendidos.
A tecnologia mais atual em termos de vedação são as juntas metálicas MLS, que são múltiplas lâminas de metal revestidas de borracha, ou as do tipo SLS, formadas por uma única lâmina de metal revestida ou não de borracha.
A Elring Klinger fabrica as juntas de cabeçote Metaloflex (multicamadas), compostas de várias camadas de metal envolvidas em elastômero. ''O sistema de juntas com vedação elástica nos entalhes possibilita a redução de vibração, com isso, menor consumo de óleo. Juntas com espessuras variáveis são utilizadas para otimizar a queima de combustível e, assim, reduzir a emissão de hidrocarbonetos. Para os motores diesel, principalmente os de altíssima compressão, essa tecnologia é ideal'', analisa Pedro Bighetti, coordenador técnico da marca.
As juntas top de linha da marca Victor Reinz, do grupo Affinia, são do tipo multi-layer, ou seja, montadas em camadas metálicas, 100% livres de amianto e voltadas para aplicação na maioria das marcas. A empresa acredita que as novas tecnologias em juntas automotivas são as ''inteligentes'', que usam sensores para monitorar a temperatura da câmara de combustão e a detonação.
Em relação às juntas líquidas de silicone, Felício Cintra, consultor de Novos Negócios da Timken, que comercializa as travas da Permatex, comenta que nos motores modernos, as juntas sofrem mais micro-movimentos devido à alta temperatura e é necessário um sistema de vedação muito eficiente. ''O silicone, por ter resistência elevada, forma uma barreira impermeável e quando aplicado compensa essas vibrações, diz''.

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