A segunda edição do Gol Fest, realizada pela Volkswagen no último dia 16 em São Paulo, reuniu milhares de pessoas no Sambódromo do Anhembi. O público pode conhecer os novos modelos da marca e assistir a shows de música e de acrobacias com automóveis, entre outras atividades. Quem foi para a festa de Gol - veículo mais vendido no mercado brasileiro - teve direito a estacionamento exclusivo, onde as cinco gerações do automóvel foram expostas ao público.
Um dos amantes do carro, o técnico em telefonia Antonio Carlos da Silva Fonseca, 26 anos, exibiu sua relíquia durante a festa. Paulistano do bairro de Itaquera, ele contou que, desde muito pequeno, queria ter um Gol do tipo quadrado. O sonho só foi realizado em 2008. Fonseca comprou um modelo 89 por R$ 6,8 mil. ''Investi mais sete mil reais para deixá-lo assim'', mostrou ele à reportagem.
O velho Gol foi completamente reformado por dentro e por fora e recebeu uma película automotiva preta fosca. Ele ainda instalou um sistema de suspensão, que responde por controle remoto. ''Esse eu não vendo por dinheiro nenhum'', garantiu o jovem.
''O Gol Fest consolida o sucesso do Gol, o automóvel mais vendido no Brasil há 24 anos consecutivos. É uma confraternização entre os fãs do modelo e da marca'', disse a vice-presidente de Vendas e Marketing da Volkswagen do Brasil, Jutta Dierks.
De acordo com a VW, além de queridinho do público brasileiro, o Gol reflete a evolução da tecnologia do automóvel. Foi o primeiro veículo nacional com injeção eletrônica (Gol GTI,1989) e o primeiro com motor bicombustível (Gol Total Flex, 2003).
Durante o Gol Fest, o presidente da Volkswagen no Brasil, Thomas Schmall, conversou com os jornalistas. Ele comemorou o melhor semestre da montadora. De janeiro a junho deste ano, a VW ultrapassou pela primeira vez a marca de 4 milhões de veículos vendidos num único semestre. ''Só na China foram comercializados mais de um milhão'', contou.
De acordo com Schmall, no entanto, o segundo semestre não deve ser tão animador. ''Vamos começar a sentir os efeitos das medidas tomadas pelo governo para restringir o crédito'', afirmou. As incertezas sobre a economia dos Estados Unidos e da Europa também foram citadas por ele. ''Nenhum país está isolado. Ainda não sabemos como seremos afetados pelo cenário econômico.''

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