O trânsito é composto por vários tipos de motoristas, tanto em estilo quanto na finalidade de direção. Quem está ao volante a serviço, além dos cuidados comuns na pista, tem que lidar com prazos e o estresse próprio da função.
A boa pilotagem desses "motoristas profissionais", no entanto, pode impactar de maneira positiva ou negativa no próprio trânsito, no meio ambiente e até mesmo na saúde financeira da empresa que representa.
Pensando nisso, foi realizado na última quinta-feira, em Londrina, a terceira edição do Pensando Alternativas Responsáveis, Administrando Frotas com Resultados (Parar), ciclo de palestras que se propõe a discutir o papel social das empresas frotistas.
Esta é considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU) a Década da Ação pelo Trânsito Seguro e o PARAR recebeu chancela do órgão e também da Organização Mundial da Saúde (OMS). Além de Londrina, outras cidades do País devem receber o ciclo de palestras ainda este ano.
Ricardo Imperatriz, diretor geral da Golsat, empresa idealizadora do evento que na cidade contou com o apoio da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), diz que para ser considerada proprietária de uma frota basta que a empresa tenha mais de um carro registrado em seu Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). De acordo com ele, estima-se que pelo menos 10% dos 65 milhões de veículos que compõem a frota nacional estejam nessas condições. "Se alguns cuidados forem tomados por esses motoristas todo mundo sai ganhando, mesmo essa porcentagem não parecendo grande", afirma.
O diretor afirma que é necessário educar esses motoristas, mudar o comportamento deles no trânsito e também estimular as empresas a planejar o transporte de mercadorias, otimizando serviços e gerando economia. "A empresa ganha porque seu carro quebra menos, gasta menos combustível e ela não tem sua marca envolvida em acidentes. Com motoristas mais preparados, o trânsito também ganha", aponta.
Um dos palestrantes que participou do Parar foi o piloto Roberto Manzini, profissional com mais de 30 anos de experiência em Pilotagem Defensiva e fundador do Centro de Pilotagem do Autódromo de Interlagos.
Ele reconhece que o fato das empresas adotarem medidas para melhorar a dirigibilidade de seus motoristas não garantirá que todos os problemas existentes no trânsito sejam resolvidos, porém argumenta que algo precisa e pode ser feito para garantir a segurança no tráfego.
De acordo com o especialista, as corporações devem investir na formação e capacitação de seus profissionais do volante. Manzini sugere ainda medidas práticas a serem adotadas por todos os motoristas.
Entre elas, o piloto destaca ao menos três: o respeito aos limites de velocidade, ajuste e regulagem sobretudo de bancos e retrovisores e ainda a manutenção preventiva. "Essas são as principais. São medidas importantes tanto para quem dirige para empresas quanto motoristas comuns", afirma.
Quanto ao controle da velocidade, ele alerta que o motorista necessita saber quando está rápido demais e também tomar cuidado para não acabar dirigindo abaixo do limite minimo, que compreende a 50% da velocidade permitida pela via.
Já quanto à posição dos retrovisores, ele ensina que é importante ajustá-los de forma a reduzir os pontos cegos do motorista. O retrovisor interno deve cobrir ao máximo a visibilidade do vidro traseiro, já os externos devem refletir a menor faixa possível da lateral do veículo "O bom posicionamento dos retrovisores evitará sustos e posteriormente reações bruscas", orienta.
Manzini reforça ainda a necessidade de manutenções preventivas. "Do ponto de vista da empresa isso reduz custos com quebra de veículo e diminui o riscos de acidentes. Os empresários têm que entender que quando ocorre um acidente com veículos de sua frota é o nome da marca que está evolvido. Para diminuir isso é preciso investir no motorista e zelar pelo veículo", comenta.

Imagem ilustrativa da imagem Evento para frotistas discute direção responsável
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