Os pontos cegos estão presentes em qualquer tipo de veículo, mas a área onde não há visibilidade pode variar de modelo para modelo. É o que explica o avaliador técnido do Cesvi, Claudemir Rodrigues. Desde 2007, a instituição estuda o índice de visibilidade de diversos modelos de automóveis disponíveis no mercado, utilizando metodologia própria.
''O objetivo é trazer informações importantes para o consumidor e também para as próprias montadoras'', explica Rodrigues. Os veículos passam por uma bateria de testes e no final recebem uma nota que vai de meia estrela até cinco. ''Quanto melhor a visibilidade maior o número de estrelas'', ressalta o avaliador.
Para se chegar à nota final é feita uma média das notas de três testes, que medem a visibilidade traseira, lateral e frontal. Rodrigues explica que para medir a visibilidade traseira, proporcionada pelo retrovisor interno, os avaliadores do Cesvi centralizam atrás do veículo um obstáculo com 65 centímetros de altura e vão mudando sua posição a cada 10 centímetros até chegar a marca de dois metros. A operação é feita para os dois lados.
''Dois metros e a largura média das vias e o obstáculo de 65 centímetros são semelhantes à estatura de uma criança. O maior problema com a falta de visibilidade traseira são os atropelamentos'', destaca.
Segundo Rodrigues, além de pontos cegos do próprio retrovisor, outros podem surgir por equipamentos ou acessórios instalados no veículo. ''O posicionamento do break-light (luz de freio) interno na parte inferior, por exemplo, cria um ponto cego. Aquela roda reserva que se costuma colocar na tampa do porta-malas de alguns veículos também'', afirma o técnico. ''É importante ressaltar que na avaliação de visibilidade traseira, os veiculos que contam com câmera de ré, recebem cinco estrelas de qualquer jeito'', ressalta.
Para medir a visibilidade dos retrovisores laterais, os técnicos movimentam um obstáculo com um tamanho diferente, 1,105cm. ''É a altura média dos motociclistas enquanto pilotam, já que neste caso a maioria dos acidentes corresponde a motocicletas. Também numa linha de 2 metros a gente manuseia o objeto até que consiga vizualizá-lo e aí marcamos os pontos de não visibilidade''.
Um teste parecido e com um obstáculo de mesmo tamanho é feito para medir a visibildade frontal, que pode ser atrapalhada pelas colunas laterais da carroceria. ''Quanto menor a espessura das colunas e maior a inclinação delas, melhor vai ser a visão na parte dianteira'', orienta Rodrigues.
Serviço
No site do Cesvi é possível acessar as notas dos veículos testados e fazer comparações entre os modelos. O endereço é www.cesvibrasil.com.br

Imagem ilustrativa da imagem Estudo define índice de visibilidade dos modelos
mockup