Geraldo Serra, de 41 anos, que instalou a segunda oficina do ramo em Londrina, também aprendeu o ofício quando era mecânico. ‘‘Aprendi a ser boleeiro (o profissional que detém essa técnica) quando trabalhei nas concessionárias Fiat de Londrina, Foz do Iguaçu e Campo Mourão. Quando vi que dava para montar meu próprio negócio, o que aconteceu em 1994, deixei o emprego’’, conta Serra. Ele recebe em sua oficina, a Super Martelo, localizada na Rua Fernando de Noronha, cinco a seis carros por dia.
  Segundo Serra, como há anos não cai uma chuva de granizo forte na região, os consertos mais comuns têm sido os amassados de porta sofridos por carros em estacionamentos de shoppings, supermercados e nas garagens dos edifícios. ‘‘O pessoal estaciona muito próximo do carro ao lado e quando vai abrir a porta acaba batendo e amassando’’, comenta Geraldo Serra.
  Em sua oficina, ele frisa que trabalha apenas com martelinho. ‘‘Não mexo com pintura e nem quando o carro está com risco ou com trincado no verniz.’’ A tarefa mais difícil, segundo ele, é recuperar pára-choques de plástico pintados na cor do carro. Isso porque o pára-choque não é tão resistente quanto a lata e quando sofre pancada, geralmente rasga e a pintura precisa ser refeita.
  A oficina Sato, localizada na Avenida Tiradentes, é a mais nova do ramo na cidade. Está em Londrina há apenas um ano, mas já vem tendo grande procura dos consumidores porque, além do serviço de martelinho (30 consertos por mês), faz também funilaria, pintura, espelhamento e recuperação de pára-choques.
  ‘‘O cliente chegando aqui, nós damos um jeito de solucionar o problema. Se dá para desamassar só com martelo, melhor. Mas se há risco ou rachadura no verniz, daí é preciso um serviço completo’’, diz o gerente da oficina, Izaqueu Gonçalves Zella. Ele é funcionário da Sato há oito anos e veio de Curitiba, onde o proprietário Pedro Sato mantém, desde 1996, outras 11 lojas. O grupo tem ainda uma filial em Itajaí (SC). (J.K.)

mockup