Nas concessionárias, houve o movimento contrário. O estoque em poder da rede caiu de 80 mil unidades, em janeiro, para 67 mil unidades. O estoque total de veículos chegou a somar 140 mil unidades, que equivale a 107 dias de venda, um dos maiores dos últimos anos.
A desvalorização cambial, que deveria tornar o carro produzido no Brasil mais competitivo no exterior, ainda não causou o efeito esperado nas vendas ao mercado internacional. Foram vendidas ao exterior 12.942 unidades em fevereiro, 5,2% a mais do que em janeiro.
Esse resultado, entretanto, é 64% menor do que as exportações de fevereiro do ano passado. O valor obtido com as exportações em fevereiro, de US$ 231,8 milhões, ficou praticamente estável em relação ao mês anterior. Pinheiro Neto afirmou que as montadoras estavam prevendo um aumento de 10% nas exportações deste ano, que deverão proporcionar uma receita de US$ 5,5 bilhões caso sejam confirmadas. ‘‘Todas as montadoras estarão exportando mais já em março e abril , disse Pinheiro Neto.
As montadoras calculam que, para uma desvalorização de 40% do real em relação ao dólar, o preço do carro nacional fica cerca de 20% mais barato.

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