O especialista em carros antigos João Marin destaca alguns dos modelos que fizeram história. Ele cita o ‘‘Roadster’’, modelo criado principalmente entre as décadas de 20 e 30. Eram carros com dois lugares internos e um terceiro banco dobrável na traseira. O mais conhecido deles é o saudoso Ford 29, conhecido no Brasil como ‘‘Baratinha’’.
Nos anos 40 e 50 foi a vez dos ‘‘Coupés’’ tomarem conta do mercado, modernizando a estrutura e alongando as formas antigas dos carros.
Dentro dessa linha existem vários sub-grupos, como o Fastback Coupé (quem não se lembra do Mustang esportivo?). A partir da metade do século 20, os fabricantes começaram a produzir veículos com poucas variações ou simplesmente mesclando estilos. Vieram os ‘‘Sedãs’’ (modelos com traseiras gigantescas) e os ‘‘Hardtops’’, cuja característica principal é a ausência de colunas laterais entre os vidros. ‘‘O Maverick e o Dodge Charger são ótimos exemplos de hardtop, mas o modelo normalmente era mesclado com outros’’, detalhou Juca, lembrando que muitos conversíveis dos anos 50 uniam duas tendências.
O Cadillac Fleetwood 59, um dos três carros antigos que o especialista possui, também é um legítimo hardtop sedã. Vale lembrar que os hardtops são conhecidos ainda como Sport Coupés. Só para matar a curiosidade, o carro mais popular do Brasil -o bom e velho fusca- é um sedã, por incrível que pareça.
Modelos mais recentes como ‘‘Hatch’’, ‘‘Station Wagon’’ ou ainda os conhecidos ‘‘Utilitários’’ -como jipes, caminhonetes e peruas (ou vans, como dizem os moderninhos)- já são reconhecidos no dia-a-dia da ruas. Quem não se lembra do Monza Hatch ou do Chevette Hatch em plena década de 80? Ou então o Caravan Diplomata, um belíssimo exemplo de station wagon? Praticamente todos os carros de preço médio no mercado -Astra, Santana, Marea, Mondeo- seguem a linha sedã.
Os carros populares atuais -Gol, Corsa, Palio, Fiesta- têm por definição a mesclagem hatch-sedan, isso porque possuem vantagens de ambos os estilos.
A confusão começa quando as próprias marcas lançam modelos tradicionais com novas carrocerias. No passado, temos a Chevrolet lançando Bel Air wagon (56) e Bel Air sedã (57). No presente, Corsa sedã e Palio weekend (similar a um station wagon) são bons exemplos dessas variações. ‘‘Para adquirir um carro é preciso avaliar não somente a aparência do modelo.
O futuro motorista tem que saber qual será a principal utilidade do veículo. Muitas vezes uma economia de R$ 1 mil pode frustrar as expectativas de uma vida toda’’, salientou Juca, que mantém na garagem três relíquias dos anos 50 e um carro com motor 1.0 para o dia-a-dia.

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