O Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, hoje, em Interlagos, terá uma atração extra. Pelo segundo ano, na preliminar do evento que reúne as principais atrações do automobilismo internacional, será disputada uma prova da categoria Espron BMW.
Antes de torcer por Rubinho Barrichello, Ricardo Zonta e Pedro Paulo Diniz, o público poderá rever nas pistas o tricampeão Nelson Piquet ao lado de nomes como Suzane Carvalho (campeã sul-americana de F-3), Luiz Peduti (kart) e ainda conhecer o brasileiro William Peetz, que faz sucesso nos Estados Unidos como primeiro piloto paraplégico a disputar provas profissionais na Fórmula Barber Dodge e no Kart.
Todos vão dirigir um carro da Fórmula Espron, que teve em 98 em São Paulo um campeonato com 11 etapas vencido por Antonio Andolfo Neto, com João Luis Botellho em segundo.
Piquet impulsionou a EspronA Espron (Esporte Protótipo Nacional) é um projeto totalmente nacional, com suas raízes no Nordeste. Em 1990 Pedro Virgíneo, piloto local, resolveu criar uma categoria barata e competitiva. Nascia o Próton VW, que usava motores refrigerados a ar e um grande número de peças Volkswagen. Foram construídos seis carros e foi organizado um campeonato regional. A nova categoria conquistou novos pilotos e no final de 1995 o torneio já contava com 22 carros.
Neste mesmo período, o tricampeão mundial de F-1 Nelson Piquet assumia a direção do autódromo de Brasília e procurava novas idéias para incentivar o automobilismo regional. Em uma viagem ao Ceará, conheceu o projeto de Pedro Virgíneo e adorou o carro. Piquet viu nele todas as características de uma categoria que poderia ser um espetáculo e escola ao mesmo tempo.
Simples e barato, mas com soluções inteligentes que permitem a regulagem das suspensões e são a garantia da competitividade. Além de introduzir a categoria na Capital Federal, Piquet foi procurar uma parceria com um fornecedor de motores que quisesse investir no projeto. Através de seus contatos com a BMW na Alemanha, atraiu a atenção da fábrica, que desenvolveu, com exclusividade, uma versão especial de seu motor de quatro cilindros.
No final de 1996, já com o nome de Espron, foi feita uma prova-exibição em Brasília, com a participação de apenas 8 carros. Em 97, foram disputadas 14 provas em sete finais de semana, sendo que, na última prova, 20 carros estavam no grid. Para 1998 foram programadas 16 provas no Distrito Federal. Com a confirmação da disputa de uma prova como prelimnar do GP Brasil em 98, seis carros foram vendidos em São Paulo.
O campeonato paulista de 98 atraiu atenções. Na última etapa, disputada este ano, havia 15 carros no grid e só a Alpie Competições, do ex-piloto Aldo Piedade, montou oito carros. Para 99, a expectativa é de um campeonato ainda mais disputado. Tudo por causa das características de competitividade do carro, que em 98 custou cerca de US$ 25 mil. Com motor lacrado, chassi e limita regulagem de suspensão, o carro privilegia a atuação do piloto. Na preliminar do GP Brasil de 98, Nelson Piquet estabeleceu o recorde da pista na casa dos 52 segundos. No campeonato paulista, as melhores voltas foram feitas na casa de 49s.
Para o kartista e executivo Luiz Pedutti, gerente de marketing da Ticket, a corrida tem dois atrativos. ‘‘A Espron é uma categoria sensacional e emocionante e o melhor caminho para quem quer sair do kart para uma Fórmula’’, define. ‘‘Além disso é uma incrível chance de divulgação para a Ticket e permite fortalecer a imagem da marca que apóia o evento’’.


FICHA TÉCNICADivulgaçãoWilliam Peetz é o primeiro piloto paraplégico a disputar provas profissionais nos Estados UnidosDa Redação

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