Especialistas e motoristas acreditam que há coisas a ser melhoradas no Código de Trânsito Brasileiro. Algumas normas não têm qualquer crédito. Outras são consideradas um exagero.
Para o diretor-supervisor do Instituto Nacional de Segurança no Trânsito, Roberto Scaringella, falta o código entrar em funcionamento. Para ele isso ainda não ocorreu. ‘‘Se houver vontade política isto ocorrerá em dois anos.’’ De acordo com ele, o resultado positivo dos primeiros meses aumenta a responsabilidade do poder público pois, se o motorista achar que não é para valer, deixa de respeitá-lo.
A inspeção técnica de veículos, as normas para ter habilitação e o aumento da tecnologia, que segundo ele deve haver nas vias depois da municipalização, são apontados por Scaringella como fundamentais para que o código entre, de fato, em vigor.
O vendedor Marcio Anaya, de 49 anos, concorda. E acrescenta: ‘‘As multas estão em vigor, não o código.’’ Ele disse ser comum ver motoristas falando ao celular e dirigindo com o braço na janela. E não acredita que os pedestres sejam multados. ‘‘No início foi um baque e depois as coisas foram se acomodando.’’
Para o presidente da Associação Brasileira de Medicina no Trânsito, Fábio Racy, isso pode levar os motoristas a dar menos crédito às normas. De acordo com ele, existem estudos para reduzir de 30 para 10 horas as aulas teóricas exigidas para tirar a habilitação. ‘‘Com a intenção de fazer tudo muito bem-feito, houve um certo exagero na dose.’’
O supervisor de restaurantes Claudio Alves Guimarães, de 27 anos, conhece essas leis há seis anos. ‘‘É muito parecido com as leis da Inglaterra’’. Mas não acredita que multar pedestres mude hábitos no Brasil. ‘‘Tem de haver conscientização.’’Arquivo FolhaConscientizar os pedestres ao invés de aplicar as multas é a melhor soluçãoAgência Estado

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