Curitiba - Quando você conta para alguém que trocou de carro, a primeira pergunta é sobre o modelo escolhido. E, fatalmente, a segunda é: qual cor? A variedade de cores automotivas cresceu bastante nos últimos, buscando agradar diversos tipos de consumidores. Há desde as mais extravagantes, como laranja perolizado ou rosa metálico, até as mais básicas, como os tradicionais preto, cinza, branco e prata. Essas quatro, inclusive, são as preferidas e campeãs entre os consumidores brasileiros.
Uma pesquisa anual elaborada pela companhia DuPont mostra as tendências de cores automotivas em cada país. E a análise dos números dos últimos anos mostra que o branco vem conquistando a preferência dos brasileiros. Em 2010, a cor prata liderava o levantamento, com expressivos 34%, seguidos de preto, 24%, branco, 13%, cinza, 12%, e vermelho, 9%. Dois anos depois, cinza e vermelho mantiveram as posições, mas o branco disparou: alcançou o segundo lugar, com 20% da preferência, empatada com o preto. A liderança continuou com a cor prata, apesar da queda para 29%.
A predominância dos modelos preto e prata é visível nas ruas e estacionamentos. Em alguns shoppings, chega a ser curioso. A impressão é que só carros dessas cores foram autorizados a entrar. Mas a quantidade é explicada por dois motivos: conservadorismo de consumidores e aposta das montadoras. "Elas focaram no prata, provavelmente pela vantagem do custo final, e os clientes apostaram na cor, bastante comercial, já que tem um custo de manutenção menor", explica o vendedor da Ford Metropolitana, Maurício de Oliveira, que aborda uma questão bastante comum quando se fala em cor de carro: a valorização ou desvalorização do modelo.
Pesquisas de mercado apontam que quanto mais chamativa a cor, maiores são a depreciação e a dificuldade de revendê-lo, em relação à cores mais discretas. Mas há quem discorde. Silvan Dal Bello, proprietário da Autogrif, afirma que negociar um carro amarelo ou vermelho é, às vezes, mais fácil que um modelo prata. "O cliente chega à loja e tem dez carros pratas e um vermelho no meio deles, que se destaca, chama a atenção e ele acaba sendo vendido primeiro", avalia.
Em 2012, o grande destaque ficou com a cor branca. "Modismo", opina Oliveira. Segundo ele, grande parte dos modelos brancos vendidos no ano passado foi resultado de um momento atípico do mercado nacional. "Alguns modelos tiveram até fila de espera, mas essa procura já vem caindo", analisa. O perfil dos clientes de alguns modelos também define as tonalidades que serão apostas do fabricante. No caso de modelos esportivos, como CrossFox e EcoSport, são comuns as cores amarela e vermelha. "São carros com apelo mais jovem, diferente de um Fiesta, que é difícil você encontrar amarelo", explica Oliveira. Outra prova disso é o lançamento da Toyota, o novo Etios, que tem como um dos públicos-alvo os mais jovens, e também vem com versões em azul metálico e vermelho.
Mas se você está em dúvida em relação à cor do seu próximo carro, aí vai um conselho de Dal Bello, que está há mais de duas décadas no mercado de usados. Para ele, a orientação é escolher a cor sem pensar na facilidade ou dificuldade de negociação no futuro. "Eu aconselho sempre a escolher a cor que satisfaz, que você gosta e vai olhar aquele carro com orgulho porque é a sua cor preferida, a cor que você queria", orienta.

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