O seguro de um automóvel pode fazer toda a diferença em caso de roubos, furtos, colisões e outros tipos de imprevistos. No entanto, para arcar com os custos e evitar problemas futuros algumas medidas são fundamentais.
A primeira dica é procurar um corretor ou uma seguradora. ''Toda a venda tem que ser feita por um corretor'', observa Antonio da Silva Pinela, diretor responsável pela Região Norte do Paraná no Sindicato dos Corretores (Sincor-Pr).
Sabendo da importância de um profissional da corretagem na hora de fechar o negócio, o interessado precisa acertar na escolha. O ideal é pesquisar se o corretor está devidamente registrado na Superintendência de Seguros Privados (Susep). Para ser reconhecido pelo orgão, o profissional precisa passar por exames rigorosos. Procurar por referências com amigos também pode fazer a diferença.
Outro fator importante é a escolha da seguradora. Hoje, segundo o diretor, Londrina conta com 17 empresas que oferecem planos para automóveis. Ele diz ainda que a frota de veículos na cidade chega a aproximadamente 330 mil.
Definidos corretor e seguradora, é hora de responder ao questionário, onde o contratante do seguro precisa ser sincero. Qualquer deslize nas respostas pode impedir o consumidor de desfrutar do seguro em um momento de necessidade. ''Se o interessado coloca que o carro fica guardado em uma garagem com segurança, quando na verdade isso não acontece e esse veículo é furtado, a seguradora se nega a restituí-lo e isso dará início a uma briga judicial que pode levar de dois a três anos. Só que ninguém faz seguro para receber tanto tempo depois'', argumenta Pinela.
O questionário traçará o perfil do segurado, incluindo questões como idade, sexo, estado civil, tempo de habilitação, uso e guarda do veículo, entre outros dados que vão determinar os pacotes e valores do seguro. Pineli informa, no entanto, que não há um padrão e cada seguradora costuma aplicar um tipo de questionário. ''O ideal é que exista um questionário padrão, mas ainda não conseguimos isso. Cada corretor representa uma série de seguradoras e é ele que deve procurar o melhor preço'', afirma o diretor.
O valor de seguro para carros de passeio varia em média de 5% a 10% do preço de mercado do automóvel. O contrato cobrirá danos ao veículo, o que inclui furto, roubo ou incêndio, danos a terceiros, envolvimento em acidentes e auxílio em caso de quebra durante viagens de até 100 quilômetros.
Dicas importantes Pineli aconselha os interessados em fazer um seguro a não se preocuparem com gastos na hora de determinar o valor da apólice. ''Às vezes, a apólice de R$ 50 mil é só 30% mais barata do que a capaz de cobrir R$ 200 mil, o contratante precisa levar isso em conta, pois nunca sabe em que tipo de acidente pode se envolver'', pondera.
Incluir nas cláusulas contratuais o auxílio aos passageiros do próprio veículo e ler muito bem o contrato são cuidados indispensáveis. ''O corretor sério é aquele que presta todo tipo de apoio ao segurado, inclusive ajuda a esclarecer possíveis dúvidas contatruais'' enfatiza.

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