Responsável por diminuir o ruído e emissões de gases nocivos à saúde, o escapamento é um sistema ao qual o motorista deve estar atento para manter um bom funcionamento do carro.
Apesar de não ter uma vida útil média estipulada pelos fabricantes, o escapamento precisa, esporadicamente, passar por manutenção. A troca de peças não é feita de maneira preventiva, mas apenas quando apresentam algum defeito. Mesmo assim, é possível ter uma noção da frequência com que os reparos devem ser feitos. ''Geralmente, o escapamento dura de um ano e meio a dois anos'', afirma Alvanir José Baraldi, proprietário da Duque Escapamentos. Já o professor do Senai, Edison Bonifácio, faz uma média utilizando a quilometragem como parâmetro. ''Em média dura de 50 a 60 mil quilômetros rodados, mas há casos em que passa de 100 mil''.
Alguns fatores podem ser determinantes na durabilidade dos componentes do escapamento. Um dos mais importantes tem a ver com a frequência com que o carro é utilizado no dia a dia. Conforme explica Bonifácio, quanto menores os trajetos maior é a tendência de oxidação, já que durante a queima de combustível ocorre a formação de água no escapamento. Quando os trechos percorridos são muito curtos, a presença do líquido é maior e há pouca evaporação, uma vez que o motor vai esquentando a medida que se movimenta.
''Na queima do combustível há uma reação química em que moléculas de hidrogênio se juntam às de oxigênio, tornando-se H2O, ou seja, água. No trajeto muito curto o motor funciona a frio e a injeção (ou o carburador) adiciona mais combustível do que ar, aumentando a formação de água. Além disso, devido à temperatura baixa, a água não evapora e se acumula no escapamento. Para esquentar o motor é preciso rodar de 8 a 10 quilômetros depois da partida'', afirma o professor.
A oxidação do escapamento pode ser diminuída, mas não evitada totalmente e com o passar do tempo vai causando corrosão do abafador e principalmente do silencioso, que são as peças responsáveis por reduzir o barulho do carro. A medida que toma conta, a ferrugem chega a furar uma das peças.
O melhor é não deixar chegar a esse estado e fazer verificações periódicas em todo o sistema. ''Andar com o escapamento furado pode aumentar o consumo de combustível'', afirma Baraldi.
Na hora de abastecer o carro, o motorista também precisa estar atento. Um combustível de má qualidade pode provocar problemas no catalizador, peça do escapamento que é responsável por transformar gases nocivos à saúde em gases menos poluentes. ''O catalizador pode entupir e consequentemente gerar problemas no motor, que vai trabalhar com muita pressão e perder desempenho'', explica Marcelo Estevão da Silva, encarregado pela oficina da Norpave Volkswagem.
O combustível ruim também pode prejudicar o silencioso e abafador. Seja pelo excesso de acúmulo de água ou por uma queima incorreta. ''Ao invés de queimar onde deveria, o combustível pode queimar no próprio escapamento'', diz Bonifácio.
Outro causador de problemas é o excesso de óleo. ''Na hora de trocar, é preciso colocar a quantidade exata de óleo. Se houver excesso, o produto pode passar pelos anéis e chegar ao catalizador, provocando entupimento'', declara Silva. Ele ainda ressalta que o entupimento do catalizador pode ser provocado pela falta de limpeza dos bicos injetores.

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