Equipamento tem quatro tipos de recursos
Atualmente existem quatro variantes do sistema ABS. Segundo o professor de mecânica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Edson Bonifácio, cada subsdivisão permite que o freio funcione de acordo com as características de cada superfície onde o carro tiver que frear numa situação de emergência.
O mais comum deles é o EBD (Eletronic Break Distribution). O professor explica que é um controle de distribuição da força de frenagem entre as rodas dianteira e traseira. Já o ASR (Anti-Slip Regulation) atua no controle da tração das rodas em situações onde a estrada ou a rua facilite a patinação dos pneus, cortando a tração nas rodas e evitando o acidente.
Já o EBS (Eletronic Break System) funciona como uma espécie de compensador de tração. Segundo Bonifácio, quando um pneu patina mais que o outro, o sistema faz o travamento do pneu que não estiver fixo no chão, passando a tração para o pneu mais firme. Por sua vez, o ESP (Eletronic Program Stability) atua com o sistema de estabilidade em situações de derrapagem com a finalidade de devolver a estabilidade nas quatro rodas.
''Todos esses detalhes e funções são possíveis de medir pela junção de sensores presentes na carroceira e no volante do carro. De acordo com a direção do carro, o ABS tende a reorganizar o seu sentido na pista para evitar qualquer tipo de acidente'', contextualiza Bonifácio.
Ele informa que o ABS faz parte do sistema de segurança ativa do veículo. Além de reduzir o trecho de frenagem, contribui para aumentar a dirigibilidade do carro. ''Essa é a grande diferença. Ninguém procura acidentes, eles acontecem. Mas se você tem um carro com sistema que previna, a incidência é menor'', ressalta. (R.O.)





