Quando começamos a encarar a Serra de Petrópolis a bordo do 408 uma característica salta aos olhos: a visibilidade. Resultado de uma área envidraçada de quase quatro metros quadrados, que proporciona um maior campo de visão, ampliando a segurança e o prazer na direção. A reportagem da Folha testou a versão Griffe, topo de gama do 408.
Nada melhor que uma serra para testar a potência e capacidade de retomada do mortor 2.0 16 válvulas, além de colocar à prova os sistemas eletrônicos de frenagem e estabilidade. A força do motor fica evidente, mais se você quer extrair toda capacidade do bólido é recomendado colocar o câmbio automático na opção manual, principalmente nas retomadas de velocidade.
Estável, mesmo em alta velocidade nas curvas mais fechadas, é possível sentir que o carro está em ''suas mãos''. O clima no dia do lançamento não contribuiu para testar a frenagem e a estabilidade em pista molhada, mas com a rodovia seca os freios responderam com suavidade e eficiência, mesmo quando acionados abruptamente.
Focando no luxo e conforto do modelo, já que o público-consumidor desses carros é exigente e tem nesses quesitos importantes fatores na decisão pela compra. Com muito espaço, um acabamento requintado, ar-condicionado automático bi-zone, bom tratamento acústico, aliados a um sistema de suspensão e amortecimento que ''isolam'' os ocupantes das irregularidades do terreno, dão ao 408 uma agradável habitabilidade.
O acesso a uma série de aparatos tecnológicos é simples, foi eliminada boa parte da profusão de botões características dos modelos mais sofisticados, facilitando a vida dos ocupantes. A boa ergonomia permite dirigir por longos trajetos sem excesso de fadiga. Depois de rodar 170 quilômetros entre o caos do trânsito carioca e as belezas e perigos da Serra de Petrópolis, foi possível constatar que o Peugeot 408 veio para esquentar a disputa no mercado dos sedans médios.(S.R.)

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