A mudança no perfil das oficinas mecânicas tem permitido também o acesso de novos profissionais a esse ambiente. É o caso do ex-chaveiro Samael Rudek, 36, que, apesar de gostar de mecânica, nunca tinha atuado em uma oficina. Foi o conhecimento em eletrônica que o levou até o Grupo Tietê, onde foi contratado depois de realizar um curso de mecatrônica. Ele supriu a necessidade de alguém que entendesse de eletrônica e pudesse pilotar as máquinas de diagnóstico de veículos a diesel. "Entrei direto aqui e fiz outros cursos que são exigência, na Bosch; agora, pretendo fazer engenharia mecânica", conta ele.

Rudek trabalha com uma bancada EPS 815, um dos equipamentos mais avançados para veículos pesados. No momento de nossa visita, havia uma bomba de alta pressão de um caminhão na máquina, que transfere dados a um computador. Todo o procedimento de diagnóstico leva até quatro horas. "Nos caminhões eletrônicos, se não tiver scanner e equipamentos apropriados não é possível fazer o reparo", declara Jairo Dalpiaz, gerente de operações da empresa. (C.F.)

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