O capacete é dividido em duas partes principais. O lado externo que toma sol e chuva com frequência é feito de um material chamado ABS, sigla do inglês que significa acrilonitrila butadieno estireno. É uma espécie de plástico conhecido por sua elevada resistência a impactos.
Já a região interna por sua vez conhecida por EPS, ou poliestireno expandido, é um tipo de isopor tratado com forração antialérgica. Na região externa ainda são usados adesivos, pintura e a viseira.
Segundo o empresário do ramo, Beto Bonilha, o conjunto formado pelo ABS e pelo EPS serve para absorver impacto. Depois de aprovados pelos testes de resistência do Inmetro, os valores variam entre R$ 50 até R$ 3 mil.
Bonilha aconselha que o motoqueiro deve ficar atento ao encaixe perfeito na cabeça durante a escolha. ''Na hora de mexer o capacete na cabeça, não deve ter nenhuma sobra. Não pode 'pegar' em nenhum lugar da testa ou da nuca, nem ficar solto'', afirma.
Mas além do impacto na cabeça, um acidente envolvendo uma motocicleta pode afetar outras partes vitais do condutor. ''Se ele bater a 30 km/h, a proteção na cabeça é tranquila. O problema é o impacto em partes como o pescoço. Aí teria que ter outro tipo de proteção'', explica. ''Não adianta comprar um capacete de R$ 100 mil, especiais para corrida, e bater a 100 km/h que a pessoa vai morrer. Existe proteção, mas até um certo impacto'', pondera. (R.O.)

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