Empresária desfila em carro das estrelas
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sábado, 14 de setembro de 2013
Vinícius Fonseca<br> Reportagem Local 
Curitiba - Uma marca reconhecida por sempre investir em alta tecnologia, desde os primórdios da indústria automobilística, se tornando pioneira na implantação de muitas inovações como, por exemplo, a partida automática. Fundada no início do século 20, mais precisamente em 1902, a Cadillac Automobile Company (Cadillac Companhia de Automóveis - em tradução literal) acabou se transformando em sinônimo de luxo e alto padrão automobilístico.
Reforçando ainda mais sua mística, os carros da montadora foram utilizados por estrelas de renome mundial, entre elas, o Rei do Rock, Elvis Presley.
Com um histórico como este, fica fácil concluir que a marca Cadillac ganhou amantes por todo o mundo, dentre os quais está a empresária Érika Paula Conte, proprietária do Phoenix Studio de Curitiba, empresa especializada na importação e restauração de automóveis antigos.
"O Cadillac é mais confortável, espaçoso. Prefiro os conversíveis porque dá uma liberdade maior e essa marca é vintage. Temos outros carros, mas o Cadillac é o favorito", diz ela, que coleciona veículos antigos em parceria com o esposo, Marcus Vinícius Conte.
A empresária explica que a coleção do marido começou há cerca de 20 anos e há pelo menos oito virou negócio. Como sempre gostou de automóveis, quando conheceu Conte, a afinidade entre os dois transpareceu rápido. "Desde menina sempre gostei de carro. Quando conheci o Marcus, ele já tinha o negócio de carro antigo e passei a admirar esse tipo de automóvel também. A paixão já existia, eu só precisava descobrir", brinca.
Érika adianta que todos os seus veículos têm um valor sentimental inestimável e por isso fica difícil escolher um preferido, mas o Cadillac Eldorado conversível ano 1974 é muito utilizado.
A empresária conta que o carro foi comprado por um cliente de Belo Horizonte (MG). Segundo ela, era nítida a necessidade de uma restauração. "Fomos aos Estados Unidos e quando o vi lá não sabia que era de um cliente, me apaixonei na hora. Ele era branco com o interior em verde abacate, bem exótico, não conseguia tirar o carro da cabeça", recorda.
Comprado pelo cliente mineiro, o carro desapareceu e um belo dia voltou a dar o ar da graça. "Há cerca de três anos o Marcus apareceu e disse que tinha comprado o carro e estava me dando de presente", lembra.
Acostumada a prezar pela originalidade de seus automóveis, a empresária diz que o Cadillac continua com o exterior branco e o interior verde e lembra que como todo veículo de luxo, conserva detalhes em madeira e outras peças que conferem requinte e sofisticação.
Reforçando o histórico de uma marca tecnológica, o conversível de Érika tem capota e bancos elétricos. A direção é hidráulica e o câmbio automático, tudo de fábrica. "Era o que havia em tecnologia na época."
Deixado por último, mas não menos importante, a proprietária destaca que sua Eldorado possui um potente motor V8, 8.2 litros.
Mulher a bordo de um Cadillac com um motor desses ela reconhece que "fica impossível não chamar a atenção". Fato que ela leva numa boa e se alegra principalmente quando outras pessoas se aproximam para contar ou ouvir histórias sobre o Cadillac ou mesmo parabenizar pelas condições do veículo.
Embora cuide muito bem do automóvel, a empresária comenta que não abre mão de utilizá-lo, mesmo em dias de chuva.
Apesar do amor pelo Eldorado, Érika confessa que seu sonho de consumo é o Eldorado Biarritz, ano 1959, já que a década de 1950 foi o auge da Cadillac Companhia de Automóveis. "Ele está em processo de restauração mas, como dizem, em casa de ferreiro o espeto é de pau e a prioridade não é o meu carro", conta.
Sobre o Biarritz, uma história curiosa é que uma miniatura do mesmo Cadillac enfeitou o bolo do casal. "Peguei escondida e mesmo no meio de uma coleção de miniaturas ele notou e isso nos marcou bastante."
Um Cadillac, qualquer que seja, desperta o interesse de muitos colecionadores, mas para quem quiser um dos dois Eldorados da empresária, ela avisa: não adianta oferecer nenhuma quantia, pois os conversíveis não têm preço.


