Emplacamentos de importados crescem 195%
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sábado, 15 de maio de 2010
<br> Reportagem Local 
Os emplacamentos de veículos importados cresceram 195,6% no primeiro quadrimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2009. O acumulado de janeiro e abril registra 26.708 unidades contra os 9.034 veículos dos primeiros quatro meses de 2009. O saldo é positivo para o período, mas mostra que em abril os emplacamentos caíram 13,98% com relação a março, último mês da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). No entanto, o número ainda é positivo se comparado com o mesmo mês de 2009: um aumento de 190%.
Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), e considera 22 marcas. ''Depois de um excepcional mês de março, o melhor da história do setor automotivo brasileiro, a desaceleração nos emplacamentos já era prevista. No entanto, enquanto o mercado geral caiu 22,3%, os veículos importados sentiram impacto menor'', argumenta José Luiz Gandini, presidente da entidade.
No entanto, ele acredita que o setor automotivo vai manter estabilidade em suas vendas ao longo do ano. Os dados de vendas no atacado - das importadoras para a rede autorizada de concessionárias -, por sua vez, mostram queda de 18,5% em abril último em relação ao mês anterior. Foram 7.639 unidades conta 9.378 veículos em março. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, também no atacado, foi verificado crescimento de 213,5%.
No primeiro quadrimestre deste ano, os dados de vendas no atacado mostram ainda que a alta foi de 199,1% O acumulado de janeiro a abril de 2010 registra 29.217 unidades contra os 9.767 veículos do primeiro quadrimestre de 2009.
Financiamentos
Nos primeiros três meses do ano, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) foi a modalidade mais utilizada pelos consumidores para a aquisição financiada de veículos e comerciais leves, representando 40% do total de veículos comercializados no período de acordo com levantamento da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). As vendas a prazo por meio de leasing correspondem a 16%, o consórcio por 6% e as vendas à vista ficaram em 38%.


