Emplacamentos de importados cresce 144%
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de janeiro de 2011
Reportagem Local 
Os dados de emplacamentos das empresas filiadas à Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), em 2010, mostram crescimento de 144,1% em relação ao desempenho de 2009. Foram emplacadas 105.858 unidades contra 43.365 veículos do ano anterior. Com esse resultado, a participação de importadores oficiais, no mercado brasileiro, passou de 1,44% em 2009 para 3,18% em 2010. Ao considerar somente o segmento de importados, as associadas à entidade anotaram market share de 16,11% em 2010 contra 9,8% em 2009.
Nas vendas no atacado, foi registrado crescimento anual de 151,3%. Foram comercializadas, das importadoras para as redes de concessionárias, 118.873 unidades ante os 47.294 veículos em 2009.
''As empresas filiadas à Abeiva obtiveram, de modo geral, números de comercialização muito alentadores. Em 2010, os importadores responderam por 3,18% do mercado interno e por 16,11% do mercado de importados, quando - em 2009 - esses porcentuais eram de, respectivamente, 1,44% e 9,8%'', destaca José Luiz Gandini, presidente da entidade, para quem a estabilidade do dólar, o acesso ao crédito no Brasil e a série de lançamentos de produtos importados no ano foram determinantes.
Diante dos resultados favoráveis do ano passado, a Abeiva projeta para 2011 um crescimento em torno de 57%, passando de 105 mil unidades para 165 mil. Levantamento foi baseado em informes fornecidos pelas próprias associadas.
''Para esta estimativa de vendas já estamos contando com o início de operações de várias empresas filiadas à entidade que se apresentaram no último Salão do Automóvel, em especial as de procedência chinesa'', afirma José Luiz Gandini. ''Por esse levantamento interno da Abeiva, as associadas - ao fazer essa estimativa - estão projetando para 2011 um dólar médio a R$ 1,90'', complementa.
A previsão inicial de 165 mil unidades, ao final de 2011, poderá significar uma participação no mercado interno de 4,4% (baseado na expectativa de que as vendas internas alcancem 3.690.000 unidades), porcentual ainda bem inferior ao recorde de 1995, quando as associadas à Abeiva chegaram a vender no atacado 119.543 unidades, volume que à época correspondeu a uma participação de 6,92% do mercado nacional.


