Nosso trajeto de teste do novo Range Rover Evoque 9 marchas, nas proximidades da cidade de Itatiba, incluiu trechos urbanos, de estrada e de serra, totalizando 120 quilômetros. Para dar partida no SUV basta acionar o botão start/stop. A chave existe e deve permanecer dentro do veículo caso o motorista saia e não queira que as portas travem. Os bancos estilo concha da versão testada, a Dynamic Tech Pack, contam com ajustes elétricos de altura e profundidade, inclusive para a parte dos joelhos. Impossível não encontrar a melhor posição para dirigir.
Na estrada, conseguimos atingir mais velocidade e explorar as nove marchas. Não precisamos de esforço algum para dirigir, a resposta do carro é imediata e as trocas de marcha rápidas, mas imperceptíveis. Aliás, o isolamento acústico do carro permite um passeio agradável e o teto panorâmico deixa o momento mais prazeroso.
No trecho sinuoso de serra, optamos pela direção manual, utilizando o "paddle shift" para aumentar e diminuir marchas. Foi o momento em que conseguimos ouvir o ronco do motor pedindo mais força. A retomada nessa função torna-se um pouco mais lenta, no entanto, não chega a ser um problema. Também foi nesse trecho que constatamos a precisão do sistema vetorial de torque, que utiliza a distribuição proporcional entre as rodas, aumentando a segurança nas curvas.
Precisamos dessa precisão em uma situação de risco, enfrentada quando um motociclista, que vinha no sentido oposto, invadiu o nosso lado da pista. Ele perdeu o controle após ficar olhando outro Evoque que liderava nosso comboio. Saímos pela direita rapidamente e, mesmo com o susto, o carro mostrou-se seguro. E o motocilista, pelo jeito, também tinha um bom equipamento de estabilidade, pois, depois de cambalear, seguiu firme pela rodovia. (C.F.)

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