Emoção de off-road em apenas dez minutos
PUBLICAÇÃO
sábado, 02 de maio de 2015
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Ribeirão Preto Testar caminhonetes em pistas off-road especialmente elaboradas para mostrar ao público todos os potenciais do veículo é comum em feiras agrícolas. Este ano, a Toyota trouxe para a 22ª Feira Internacional de Tecnologia em Ação (Agrishow) não apenas a picape média a diesel mais vendida no País, a Hillux mais comum de ser encontrada em estradas rurais -, mas também o novo utilitário esportivo da marca, o SW4, para que os produtores rurais pudessem experimentar. A reportagem desistiu de esperar numa fila interminável de clientes que desejavam dirigir a picape e decidiu sentar atrás do volante do SW4. E a experiência foi desafiadora.
A pista montada na Agrishow contava com 3 mil metros de comprimento e 12 etapas a serem completadas com o auxílio de um orientador. Uma vez dentro do SW4, ajustamos o banco por meio de um controle eletrônico, engatamos o câmbio automático na função Drive e aceleramos. Ou melhor, tocamos de leve o acelerador, já que todo o percurso é percorrido lentamente. Mas não se engane, é tudo muito rápido e, quando acaba, você quer mais.
Segundo André Luis Feltran, coordenador de test drive da Toyota, o primeiro exercício mostra como o carro se comporta em inclinação lateral negativa, ou seja, quando o condutor localiza-se na parte mais baixa do exercício. Logo em seguida, é testada a inclinação lateral positiva, quando o carro está em posição oposta ao primeiro exercício. Neste momento, percebemos como o carro não perde o equilíbrio e mantém sua dirigibilidade.
A terceira etapa do teste foi a mais difícil de todas: o exercício chamado King demonstra o torque e a força do veículo quando em baixa aceleração. Neste momento, subimos uma rampa de 50 metros com 39 graus de inclinação com o coração a mil, porque após subir, o carro deveria descer os mesmos 50 metros e passar por uma série de "buracos" fundos exercício batizado pela Toyota de Caixa de Ovos -, com o objetivo de trabalhar a suspensão do SW4. "Nesse exercício você percebe a relação 4x4 em X, quando apenas duas rodas permanecem no solo, gerando aderência", explica Feltran. Conforme ele, nessa etapa é possível perceber a resistência torcional do SUV e o baixo nível de ruído interno.
O quinto desafio foi enfrentar um declive, onde pudemos trabalhar o conjunto de frenagem, que mostrou-se bastante competente. Após da conclusão do raio de giro para a direita, uma curva fechada nos levou a um terreno composto por pedras, que imitava o leito de um rio. "O objetivo deste exercício é medir o conforto proporcionado pelo baixo nível de ruído interno, a absorção do impacto das pedras na lataria e o comportamento do sistema de direção, melhorado pelo volante operacional", diz o coordenador.
O oitava exercício, batizado de Pêndulo, exige mais da suspensão e do chassi. Nesse momento, o carro fica suspenso no ar e apenas as duas rodas dianteiras aderem totalmente ao solo. Apesar do medo de cair, acionamos o freio e abrimos as portas para testar a estabilidade do carro. "Não há torção do veículo", garante Feltran.
Após um raio de giro para a esquerda, cruzamos uma ponte de madeira que, segundo o coordenador, é o "charme" da pista de test drive. "Nesse exercício queremos testar a aderência do pneu ao tronco e a absorção do impacto na suspensão", declara Feltran.
N A jornalista viajou a convite da organização da feira.
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