Embora não obrigatório, catalisador melhora o ar
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de julho de 2001
De Curitiba 
Diferente do que muita gente pensa, o catalisador não é um item obrigatório pela lei. Quem não tiver o equipamento ou então estiver andando com ele quebrado, não pode ser multado. A peça não está inclusa na Resolução nº14 do Código de Trânsito Brasileiro, que estabelece os equipamentos obrigatórios.
Dessa forma, o uso do catalisador torna-se importante por um só motivo: ele transforma os gases nocivos em gases inofensivos ao meio ambiente, garantindo ar de melhor qualidade. Mas isso geralmente não convence quem precisa trocar o equipamento.
Um catalisador novo custa, dependendo do modelo do automóvel, de R$ 500,00 a R$ 2 mil. À primeira vista, o investimento pode parecer desnecessário, já que a falta da peça não compromete em nada o motor. O benefício é invisível: ar mais puro.
Segundo Renato Romio, supervisor do Laboratório de Motores do Instituto Mauá de Tecnologia, sediado em São Caetano do Sul (SP), os motores saem ajustados de fábrica para funcionar com o catalisador. Deixar de instalá-lo não afeta a estutura do motor. Depende muito do carro. Mas o que pode acontecer é perder um pouco de potência, explica.
Renato Penteado Neto, gerente do Laboratório de Emissões Veiculares do Lactec (Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento), de Curitiba, diz que, tecnicamente, a falta do equipamento não estraga o carro às vezes, essa é a única razão que faz com que o dono coloque um catalisador novo, mas danifica o ar. O carro não vai estragar. Quem vai ficar estragado é o meio ambiente.


