Em vôo solo, Chrysler mira o mercado brasileiro
PUBLICAÇÃO
sábado, 19 de abril de 2008
Wilhan Santin<br> De Itu (SP) 
''Um casamento que termina, mas sem traumas. Uma separação amigável.'' Esses são os termos utilizados pelos executivos da Chrysler no Brasil para definir a nova era que a montadora - que detém o controle sobre as marcas Jeep e Dodge - passa a viver com a separação da Mercedes Benz. Cada empresa vai seguir o seu rumo daqui pra frente. A novidade é que a Chrysler começa a enxergar muito além das fronteiras norte-americanas e mira o mercado brasileiro. O volume de carros vendidos por todas as montadoras em terras tupiniquins em 2007 - 2,4 milhões de unidades - faz brilhar os olhos de Philip Derderian, o diretor-geral do grupo no País.
As palavras dos responsáveis por dirigir a companhia no pós-separação são todas de otimismo. A impressão é que o ''divórcio'' injetou ânimo na Chrysler, porém as estratégias de marketing não podem ainda ser chamadas de bem definidas. Em coletiva à imprensa especializada na última semana, os executivos deixaram a desejar nas respostas sobre estratégias de mercado para os seus carros.
No entanto, quando o assunto é o produto, os profissionais ''tiram de letra'' qualquer questionamento de jornalistas. Pudera, os carros produzidos em plantas instaladas no México, Venezuela e Estados Unidos apresentam qualidade e correspondem aos preços que chegam a R$ 249 mil para o modelo mais sofisticado. E embora o volume de vendas no Brasil - 4.851 veículos no ano passado - não seja impressionante, Derderian destaca que as metas são de crescimento. ''Somos importadores e representamos uma fábrica de 500 mil carros por ano'', ressalta o diretor-geral.
Durante toda a última semana, a Chrysler recebeu, em Itu (SP), jornalistas para participarem do test drive dos produtos que devem guiar as vendas da Jeep, Dodge e da própria Chrysler.
Em 2008, as revendedoras do grupo - que continuam funcionando nas lojas da Mercedes - vão apresentar veículos como a pick-up Dodge RAM, o esportivo Chrysler 300C, a minivam Chrysler Town&Country e os ''bravos'' da Jeep: Cherokee, Grand Cherokee e Wrangler. A FOLHA testou todos esses modelos.
São para gostos e estilos variados de motoristas, indo de um autêntico jipão para quem curte um fim de semana em meio a trilhas, como é o caso do Jeep Wrangler, e chegando ao Chrysler 300C, que não tem nada a ver com o barro, mas com asfalto, velocidade e conforto.


