O empresário Fernando Budny, que abriu o negócio em Londrina há apenas um ano e meio e irá inaugurar seu terceiro espaço na cidade este ano, conta que já reconstruiu 53 motos para competição desde 2009. "Costumo comprar motos de leilão e reconstruí-las para pista."
Segundo ele, um veículo de pista custa cerca de 50% do valor de uma moto de rua. E depois de "turbinada", a moto só pode rodar em autódromos. "Ela deixa de ser moto para tornar-se produto."
O processo de transformação de uma motocicleta de rua em moto de pista requer a substituição de peças originais por itens de competição, feitos em materiais mais leves. Também são mudados os pneus, a suspensão e os acessórios em fibra: a moto fica sem farol, sem pisca-alerta e sem retrovisor. "Caem as exigências do Detran e fica só o básico para garantir aerodinâmica", justifica Budny.
Um modelo de pista finalizado pode custar de R$ 25 mil a R$ 30 mil. E para correr em autódromos, o motociclista deve ter uma carteira nacional de piloto.
"A rua está muito perigosa por isso correr na pista é mais seguro", comenta o empresário, contando que o público-alvo da loja são homens de 25 a 50 anos, com espírito aventureiro. E para quem gosta de emoções fortes, a Racing Point organiza cursos de pilotagem e track days (dias de corrida) no autódromo, nas categorias iniciante, intermediário e avançado. Nestes eventos, o ambiente é controlado, inclusive com a presença de ambulância, e é comum reunir 80 motos em um dia. "Depois de correr no autódromo, o motociclista passa a respeitar mais a moto na rua. Ele corre no lugar certo", diz Budny. (M.G.)

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