A Volskwagen criou o SP-2 para tentar abocanhar uma fatia do pequeno mercado de carros esportivos nacionais no início dos anos 70. Quem liderava esse mercado era o Puma (que usava componentes mecânicos do Fusca, mas era fabricado por uma empresa independente), um verdadeiro sonho de consumo dos brasileiros. De 1972 a 1976, a Volkswagen produziu 10.193 unidades do SP-2.
O veículo foi desenhado por Senor Schiemann e apresentado pela primeira vez ao público em 1971, na Feira da Industria Alemã, em São Paulo. Batizado de SP (inicias de São Paulo, estado onde o carro foi idealizado e produzido), o novo esportivo da Volkswagen surgiu nas versões SP-1, com motor 1.6 de 65 cavalos e SP-2, com motor 1.7 de 75 cavalos. A primeira versão, menos potente e mais simples, ficou pelo caminho após a produção de apenas 88 unidades. A revista alemã Hobby chegou a anunciar o SP-2 como o ''Volkswagen mais bonito do mundo''.
O SP-2 foi o primeiro carro nacional a possuir alavanca de acionamento dos limpadores de pára-brisa na coluna de direção. Apesar das novidades - tinha bancos anatômicos revestidos em couro e os cintos de segurança já eram de três pontos - o SP-2 deixou de ser fabricado em 1976.
As principais causas do desaparecimento do esportivo foram o alto preço, em razão de uma baixa economia de escala na produção, e o fraco desempenho do motor diante do estilo esportivo. O SP-2 fazia de 0 a 100 km/h em 17,4 segundos e chegava aos 164 km/h. Perdia para Opala seis cilindros, Dodge Dart e até o Galaxie. E apanhava do Puma.
Para tentar salvar o SP-2, a Volkswagen ainda cogitou adaptar o então moderno motor do Passat TS, refrigerado a água. Mas a idéia não saiu do papel e o SP-2 hoje é peça de colecionador. (R.L.)

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