Em 2002, cresceu prejuízo da Ford na América do Sul
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domingo, 26 de janeiro de 2003
Agência Estado 
São Paulo As operações da Ford na América do Sul registraram no ano passado prejuízos líquidos de US$ 296 milhões, resultado 31,5% maior que o de 2001, quando a companhia teve na região prejuízo de US$ 225 milhões. A perda do ano passado equivale a 30% do prejuízo total da segunda maior montadora do mundo. Apesar da elevada participação, puxada pela desvalorização cambial ocorrida no Brasil, onde a empresa concentra 65% de suas atividades na região, a previsão para este ano é de resultados positivos ainda no primeiro semestre. O grupo também tem fábricas na Argentina e Venezuela.
Segundo o presidente da Ford América do Sul, Richard Canny, a montadora vai voltar a ganhar dinheiro na região, tendo à frente a unidade brasileira, que em 2002 aumentou sua participação no mercado de 7,7% para 9,9%, além de ampliar as exportações. ''No quatro trimestre do ano passado já alcançamos equilíbrio, agora estamos preparados para resultados positivos''. Se confirmado, será a primeira vez que a Ford registrará lucro desde 1994, quando foi desfeita a Autolatina.
Canny explicou que os prejuízos de 2002 foram resultantes da desvalorização do real, que anulou o bom desempenho da marca. A Ford vendeu no Brasil 147.610 veículos, 18,6% a mais que em 2001. As exportações cresceram 20%, para US$ 530 milhões. Na Argentina o grupo vendeu 14,4 mil unidades e na Venezuela o mercado está praticamente parado por conta da crise local.
A aposta para este ano é o EcoSport, utilitário esportivo que será lançado em fevereiro e cujas exportações para a América do Sul começam no segundo trimestre. No total, as exportações da marca este ano devem crescer 15%.
No início do mês, o vice-presidente de Operações Internacionais, David Thursfield, disse ter assumido o cargo no ano passado tendo como meta tornar as operações da região rentáveis. ''A direção mundial espera que eu consiga isso este ano, e acho que é possível.''
Também anunciou a produção de uma versão maior do Ka no País. Em 2002, a receita do grupo na região foi de US$ 1,6 bilhão, ante US$ 2,2 bilhões em 2001. O prejuízo líquido total do grupo foi de US$ 980 milhões.


