Curitiba - O segundo carro da família já pode ser abrigado na garagem, mesmo quando se tem apenas uma vaga. O Car Lift é um duplicador de vagas, que funciona como um elevador, e que custa em torno de R$ 5,5 mil. Apesar do preço elevado - seu maior problema -o equipamento é, por enquanto, a melhor solução encontrada por alguns condomínios, construtoras e estacionamentos para a falta de espaço na garagem.
O gerente geral da Yok Equipamentos S/A, Edson Okamura, conta que o equipamento começou a ser desenvolvido há três anos e meio em Curitiba e agora já está sendo vendido também em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Na verdade, há alguns equipamentos similares no mercado, mas que usam tecnologias italiana e alemã, e custam mais caro.
O Car Lift funciona assim: a primeira plataforma tem que estar abaixada e o carro entra de ré. O motorista sai do veículo, aciona o equipamento com uma chave, por medida de segurança, e fica acionando o sistema até que a plataforma esteja totalmente elevada. O acionamento manual também visa a segurança, pois soltando a chave o sistema pára. Quando a plataforma está 100% elevada, uma trava mecânica é acionada automaticamente. Depois disso, o segundo carro já pode ser estacionado embaixo, na posição contrária, sem maiores problemas.
Os carros têm que ficar invertidos, porque a parte da frente do veículo é mais baixa e, nesse modelo de duplicador de vagas, o veículo de cima fica inclinado.
O Car Lift apresenta alguns obstáculos. Ele só pode ser instalado em locais altos, com pé-direito mínimo de 2,5 metros de altura e 5 metros de comprimento. Já para quem tem garagem acima de 3,5 metros de altura pode utilizar o modelo horizontal, que custa um pouco mais caro, cerca de R$ 6 mil. O peso máximo do carro a ser elevado é de até 1,3 mil quilos.
Para elevar o carro por completo o motorista gasta, em média, 40 segundos. O motor elétrico possui alternativa de acionamento manual - em casos de falta de energia - e trava, que impede acionamentos acidentais. No procedimento de retirada do veículo de cima, também há mecanismos de segurança, como a trava automática que é acionada quando a plataforma toca o chão.
Em Curitiba, uma só construtora adquiriu 61 unidades para instalar num edifício. ''Depois do Plano Real, muitas famílias conseguiram adquirir seu segundo carro, mas têm dificuldades como ter que alugar a vaga do vizinho, deixar o veículo na rua, ou pagar um estacionamento perto de casa'', explica Okamura. Ele diz que o equipamento também é muito procurado por estacionamentos que duplicam suas vagas e assim conseguem aumentar o faturamento em até 70%.

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