Eletrônica no carro aumenta os acidentes
Eletrônica no
carro aumenta
os acidentes
Will SmithChevrolet Suburban, do atorEdinelson Alves
Especial Carro & Cia
Nos Estados Unidos, Europa e Japão os modelos de luxo chegam, cada vez mais, com equipamentos de alta tecnologia. Só nos EUA, em torno de 800 mil veículos são equipados com sistemas de navegação eletrônica, segundo a Sociedade Americana do Transporte Inteligente, a qual estima que Europa e Japão possuem cada um quatro vezes esse número. A Hertz começou a equipar 50 mil de seus automóveis de aluguel de porte médio e grande nos Estados Unidos, Canadá e Europa com sistemas de navegação. O problema é que numa sociedade que corre contra o tempo, além do sistema de navegação, os veículos estão recebendo fax, celular, TV, vídeo e o carro acaba se transformando numa espécie de escritório ambulante. O Chevrolet Suburban, do ator Will Smith, mostra a que ponto chega o exagero dos eletrônicos: ele investiu US$ 120 mil em acessórios personalizados, incluindo dois telefone celulares, três monitores de cristal líquido, um DVD player, um VHS estéreo, um aparelho de TV, vídeo games Nintendo 64 e Sony Plastation.
Toda essa parafernália se transforma num grande risco quando o carro está em movimento com os aparelhos ligados. O motorista tem a sua atenção dividida e isso pode elevar o número de acidentes. É o que mostra um estudo da Administração Nacional de Segurança no Tráfego das Estradas. No ano passado, foi comprovado que as distrações dos motoristas causaram metade de todos os acidentes nos Estados Unidos. E um relatório de 1997 do New England Journal of Medicine revela que o uso de telefones celulares quadruplica as chances de acidentes -quase o mesmo risco que dirigir embriagado. Uma pesquisa da Virginia Tech University, constata que os motoristas estão sendo distraídos pela tecnologia existente nos carros. As tarefas estão aumentando e se tornando mais complexas.





