Elas ainda são mais cautelosas na direção
Apesar de demonstrarem maior segurança, as mulheres ainda se mantêm mais cautelosas ao volante. Tanto que as estastíticas comprovam que, proporcionalmente, elas batem menos os carros e, quando batem, causam menos danos.
Para a psicóloga Adriane Picchetto Machado, 38 anos, coordenadora de especialização sobre trânsito da PUC-PR, isto acontece porque a mulher não é culturalmente treinada para ser competitiva no trânsito, como são os homens. Elas geralmente dirigem de forma mais cautelosa, mais lenta e não fazem manobras arriscadas. Muitas vezes é para não errar num espaço no qual ainda não se sentem muito à vontade.
A funcionária pública Thelma Alves de Oliveira, 45 anos, se diz um ótimo exemplo de motorista cuidadosa. Respeito as regras, não corro demais e não cometo imprudência. Acho que é porque a mulher tem o sentido instintivo de proteger a vida, pondera, orgulhosa de nunca ter provocado um acidente em quase 30 anos de volante.
Thelma é também um exemplo de que quando a mulher não sofre a pressão machista não há motivo para temer o trânsito. Ela aprendeu a dirigir aos 13 anos incentivada pelo próprio pai. Talvez por isso não veja distinção no trânsito em relação ao homem e a mulher.
Sorte do marido dela, que não gosta de dirigir. Ele prefere não dirigir, então me responsabilizo por levar e buscar os filhos em escolas e festas. Até gosto, porque para mim dirigir é um ato de liberdade.





