Eficiência de cintos infantis é questionada
PUBLICAÇÃO
sábado, 23 de agosto de 2003
Agência Estado 
Testes realizados pela Faculdade de Engenharia da Universidade de Campinas (Unicamp) constataram que os cintos de segurança infantis à venda no mercado não cumprem o seu papel: manter firme a criança no assento em caso de colisão. Os ensaios foram iniciados depois que o engenheiro mecânico e especialista em segurança veicular Marcus Romaro, aluno de mestrado da Unicamp, viu uma reportagem na televisão mostrando os cintos como ''salvação para os pais que não conseguiam fazer os filhos sentarem na cadeirinha no carro''.
Romaro diz que ficou assustado, já que um dos requisitos dos cintos de segurança e dos air bags é atuarem na retenção. Segundo ele, no entanto, os cintos não retêm, permitindo que as crianças fiquem até deitadas no banco do carro. Esse tema acabou se tornando sua tese de mestrado. ''Vimos que os cintos de segurança para crianças à venda no mercado eram muito ruins. Mesmo assim, o mercado vende mais de 70 mil unidades por mês,'' diz Arruda.
Nos testes realizados na primeira fase, alguns cintos tinham fivelas de plástico e cadarços iguais aos de mochilas. ''Eles arrebentavam e jogavam a criança contra o pára-brisa'', diz Romaro. Outros tinham fivela metálica e cadarços iguais aos dos cintos de segurança de carro. ''Eles eram fixados no encosto do banco traseiro do carro. Com a colisão, a criança rodopiava e batia no teto e nas laterais do carro. Esses cintos aguentavam só uma brecadinha.''


