O araponguense Sérgio Viudes, de 49 anos, tem uma história de apreço pelo Mille. No mês passado, comprou o número 0530 da edição especial Grazie Mille, na cor prata, e tratou de encomendar a placa também com o número de série. O modelo de despedida acaba de virar peça importante da coleção de carros antigos que Viudes pretende montar e que já conta com uma Rural (famoso utilitário da década de 1950).
Viudes recorda do lançamento do Uno, em 1984, quando o hatch despertou o interesse dos brasileiros pelo design. "Eu era moleque e me lembro que ele chamava a atenção por ter uma paleta só no limpador, maçanetas embutidas e outros detalhes no design, além de ser econômico", relembra.
Em 1988, Viudes comprou seu primeiro Uno S e o manteve por apenas dois anos. Depois disso, optou por outros modelos de veículos, mas quando soube da edição especial Grazie Mille, não teve dúvida em adquirir um exemplar, apaixonado que é por carros antigos. "É um carro com 30 anos de história, último ícone desse modelo no mundo", ressalta.
Viudes classifica o Mille com um carro "bem resolvido": econômico e com espaço interno privilegiado para um hatch. Na opinião dele, o carro só foi tirado de linha em virtude do alto custo para adaptação de airbags e freios ABS. Sobre o uso do Grazie Mille, o araponguense diz que "ele quase não vai sair da garagem".
"Tive que arranjar outra vaga na garagem do prédio para guardá-lo. É um carro que não tenho intenção nenhuma de vender", afirma. Sem outro equivalente, o Mille fará falta no mercado? "Para os saudosistas e os que gostam de carro, vai deixar saudade", garante Viudes. (C.F.)

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