A mudança estética feita no Clio, no começo deste ano, deu ao carro da Renault uma sobrevida importante, diante da concorrência, que trouxe ao mercado carros modernos e de estilo avançado. O desenho do Clio paranaense, agora igual ao europeu, difere-se, basicamente no grupo óptico. Os faróis, maiores e que adotam uma máscara preta, deixaram o carro com aparência robusta e mais agradável.
Porém, na grande batalha dos compactos 1.0, o modelo da marca francesa tem no preço - R$ 18.890 - o grande atrativo. É o carro mais barato de toda a categoria. Seu adversário mais próximo é o Palio Fire, que custa em média R$ 19.110. Não é mais barato que um Uno e que o Fiesta Class, ambos projetos antigos e longe de qualquer comparação. Por isso, seu preço conquista os consumidores.
Como pontos positivos, o Clio Authentique ainda oferece economia ao bolso na hora de abastecer: é capaz de rodar, segundo os dados fornecidos pela marca, cerca de 16,2 km com um litro de gasolina, em média, em circuito misto (cidade/estrada).
Outro detalhe importante no Clio, é o espaço interno. O carro não chega a ser espaçoso, mas agrada tanto o motorista quanto aos passageiros. O acabamento simples e de plástico, como na maioria da categoria, não é lá aquelas coisas. O luxo é quase nenhum, trazendo apenas um discreto relógio digital no quadro de instrumentos, além de porta-trecos nas portas e espelho no pára-sol do carona. O modelo não dispõe de air bag de série, uma surpreendente decisão da Renault, que sempre pregou pela segurança. Ruim mesmo é a posição dos acionadores dos vidros elétrico, no console central e em posição baixa, longe do alcance das mãos.
A lista de equipamentos de série, como é de se esperar, não empolga. O Clio Authentique sai apenas com o essencial: cintos de segurança de três pontos tanto na frente como atrás, desembaçador do vidro traseiro, calotas nas rodas, hodômetro total e parcial digital, travas de segurança na porta traseira, regulagem interna manual dos retrovisores externos, espelho de cortesia no pára-sol do carona e vidros verdes. Air bag, ar-condicionado, direção hidráulica e pintura metálica são opcionais.
Se o Clio oferece bom preço e economia, ele também tem seu lado negativo. O primeiro é a potência. Com apenas 59 cv, o modelo só ganha do Palio Fire 1.0, que tem 55 cv. Com esse motor, o Clio também é o que apresenta a menor velocidade final (chega até os 144 km/h), e leva um dos maiores tempos para fazer de 0 a 100 km/h: 18,2 segundos, igual ao Fiesta. Se o modelo tiver ar condicionado, como o avaliado pela Folha Carro & Cia, o sofrimento aumenta.
Mesmo assim, vai bem no trânsito urbano. O desempenho incomoda um pouco, mas não chega a atrapalhar a vida do motorista. A direção, bastante leve, facilita as manobras de estacionamento. Na verdade, o Clio Authentique 1.0 é uma opção barata para o dia-a-dia, sem muito luxo e de função bem prática: a de se locomover.

mockup