Fotos: Divulgação

O 106 Soleil tem duas versões, de três ou cinco portas, e custa entre US$ 12.315 e US$ 12.853. O porta-malas comporta 215 litros


O motor do Soleil tem 964 cc e gera potência máxima de 50 cv


O carro salta de 0 a 50 km/h em 8 s e o tanque comporta 45 litros

Os populares respondem por mais de 60% do total do mercado de automóveis no Brasil. De olho nesse potencial, algumas marcas de importados também procuram consolidar uma participação efetiva. E, até agora, a melhor tentativa é a da francesa Peugeot, com o modelo 106 Soleil - sol, em francês.
O subcompacto já era comercializado por aqui, mas sofreu uma mudança no visual, que o deixou dentro do estilo de design adotado também pelo médio 406. Apesar de ser um importado de visual renovado, o Soleil tem preço competitivo - por volta dos US$ 12 mil -, o mesmo do antecessor.
Essas características habilitam o 106 a disputar o segmento de populares em pé de igualdade com nacionais.
O carrinho francês mostra razões para ganhar mercado, além da boa relação custo/benefício. Uma boa definição para o novo 106 Soleil é como um carro mignon: pequeno, charmoso, com linhas limpas e bem-resolvidas e uma certa ousadia no corte dos conjuntos óticos. Por outro lado, estes elementos criam uma impressão de fragilidade.
Na verdade, o Soleil não é uma arma de guerra, mas esbanja funcionalidade para o uso urbano. Principalmente na versão cinco portas, que permite os eventuais entra-e-sai sem incomodar os outros passageiros. Além disso, não cria grandes transtornos na hora de estacionar. Ele mede apenas 3,6 metros de comprimento - o mesmo tamanho do Ford Ka - e 1,6 metro de largura.
No interior, o Soleil é um paradoxo. De cara, impressiona pelo ótimo acabamento. Todos os detalhes são bem cuidados - as portas têm cobertura total, com painéis e forração, e o painel frontal não apresenta rebarbas nas peças plásticas ou mesmo parafusos à mostra. Entretanto, o carro não escapa da síndrome do popular, explicitada pela ausência de equipamentos fundamentais e pela total penúria da lista de opcionais + a rigor, o único opcional é para o número de portas, com três ou cinco.
O painel de instrumentos, por exemplo, traz velocímetro, hodômetros total e parcial e as luzes-espia tradicionais. O lugar normalmente reservado ao conta-giros é ocupado por um imenso relógio analógico. Não há também medidor de temperatura do motor. O equipamento é importante num veículo com proposta de utilização urbana - teoricamente, o carro vai enfrentar engarrafamentos e intermináveis situações de pára-e-anda. Para a função, existe apenas uma luz-espia que avisa quando o motor ferveu. Por outro lado, o Soleil traz alguns itens de grande relevância para a segurança, como desembaçador traseiro, barras de proteção no teto e nas portas, sistema de corte de combustível em caso de choque, protetor de cárter, alarme de luzes acesas e quatro cintos de três pontos. Além disso, seu motor de 954 cc garante uma performance adequada no trânsito urbano.
Com 50 cv de potência máxima, o propulsor é fabricado em alumínio - o que reduz substancialmente seu peso - e tem na economia seu ponto mais positivo. O câmbio tem cinco marchas escalonadas adequadamente e o porta-malas comporta razoáveis 215 litros, enquanto o tanque de combustível leva justos 45 litros.

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