Uma preocupação a mais para os motoristas quando saem de casa é a possibilidade de se tornarem vítimas de furtos ou roubos de veículos. Há uma década atuando no combate a estes crimes, o delegado-adjunto da 10 Subdivisão Policial em Londrina, Manoel Angelo Martins Pelisson, explica que as quadrilhas agem, geralmente, de três modos. O primeiro é a venda dos automóveis roubados para leilões. Também é comum comercializar o carro no exterior. Conforme Pelisson isso explicaria a grande recuperação de automóveis com a placa de Londrina em cidades como Guaíra e Foz do Iguaçu, ambas no Oeste do Estado.
Outra técnica que tem se tornado comum é conhecida no meio policial como ''golpe do seguro''. ''O proprietário alega que foi roubado, recebe o seguro integralmente. Nem sempre é feita a baixa no Renavam (documento de identificação do veículo). E com o documento ativo, o veículo pode ser comercializado novamente'', aponta.
Pelisson argumenta que na maioria dos crimes ''a oportunidade faz o ladrão'', por isso é importante não deixar objetos, como bolsas, mochilas e carteiras visíveis dentro do automóvel. Furtos e roubos a veículos são sazonais e procuram atender a demanda do mercado, por isso todos estão sujeitos a se tornar vítimas.
Maurício Pinelli, gerente da Marítima Seguros e representande do Sindicato das Seguradoras no Paraná, revela que a busca por apólices tem crescido ano a ano. Ele baseia-se nos dados fornecidos pelo Sindseg para justificar essa procura. Os números apontam quase 1,7 mil veículos - entre carros e motos - furtados ou roubados de janeiro a outubro de 2011 em Londrina.
Pinelli esclarece que, embora não existam dados precisos, é possível dizer que carros populares são mais comumente furtados (sem a presença do proprietário próxima ao veículo), enquantos os de maior valor são os passíveis de roubo (quando há o emprego de violência verbal ou física, bem como o uso de arma para coagir a vítima). ''Geralmente carros de maior valor são levados principalmente depois de assaltos a residências, daí essa constatação'', observa.
Já quanto ao golpe do seguro, o gerente avalia que todas as medidas possíveis são tomadas pelas seguradoras para que não caiam em fraudes, como a checagem do histórico do segurado antes da assinatura da apólice e ainda a abertura de sindicância toda vez que um carro é roubado para averiguar como tudo ocorreu. ''As seguradoras fazem tudo o que podem para evitar problemas'', defende.
Vidro Lateral
Pesquisa feita de 17 a 24 de outubro deste ano pela Carglass Brasil - empresa especializada em vidros automotivos - ouviu cerca de 180 pessoas que contam com os serviços da empresa e apontou que os CD-players ainda são os objetos mais visados pelos assaltantes com 33% das ocorrências, seguidos por bolsas (24%), estepe (14%), GPS (9%) e outros (20%).
As informações completam uma outra apuração realizada durante um ano e concluída no último mês de junho, feita também com clientes da empresa, onde constatou-se que em 61% dos crimes, os vidros laterais dos carros sofrem danos.
Mas, como evitar ser vítima desses crimes? Diretor Comercial da Carglass Brasil, Amandio Machado dos Santos afirma que o mercado hoje disponibiliza um método interessante. ''Há uma película antivandalismo que aumenta a resistência do vidro com relação a pancada. Um vidro sem película leva em média três segundos para ser arrombado. Com esse novo dispositivo, a mesma ação dura de trinta segundos a dois minutos'', informa Machado.

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