'É como uma obra de arte'
A prática de restaurar ou customizar veículos antigos exige paciência. Que o diga o presidente do Clube do Carro Antigo de Santo Antônio da Platina (Norte Pioneiro), Cristiano Barbosa. Ele tem oito veículos em sua coleção, sendo que alguns preservam a originalidade, inclusive com placa preta, outros são customizados. Foi justamente um desses que ele trouxe para a confraria de carros antigos, recentemente, em Londrina.
A Kombi 1975 tem a parte de cima pintada de branco e a "saia" na cor cobre, simulando ferro oxidado. Segundo Barbosa, a maneira como o carro será restaurado depende da situação em que ele se encontra e da motivação do colecionador. No caso da Kombi, ela não tinha condições de ser restaurada como original, pois estava abandonada e com imperfeições.
Esse trabalho de adaptação pode levar meses, até anos, dependendo da dificuldade em encontrar as peças ideais. "É como uma obra de arte", afirma. Uma das calotas da Kombi, Barbosa comprou de Adauto Júnior, de quem é cliente há dois anos. "Compro dele porque gosto da peça suja, original mesmo", explica.
Dono de uma fábrica de biscoitos, Barbosa mantém uma minioficina em casa para restaurar e adaptar veículos e motos antigos.
O conceito de customização preza pela mecânica perfeita e pela lataria "ao gosto do freguês", diz ele. Tanto que no interior a Kombi tem os bancos forrados de lona e todos os acabamentos aparentes, pintados de branco. As rodas, difíceis de encontrar, foram jateadas da mesma cor. Já o motor é da Kombi de 1999. "Ferro-velho é shopping center de colecionador", brinca Barbosa. (C.F.)





