Dummies: os idiotas que sofrem os impactos
Um dos equipamentos fundamentais para a realização dos crsh-tests é o Dummy, um boneco sofisticado, que representa um ser humano durante uma colisão. Há muitos anos atrás, indústrias e governos chegaram a usar cadáveres como motoristas e passageiros, o que era um processo caro, esteticamente desagradável, anti-higiênico e nem sempre eficaz.
Mas a tecnologia evoluiu e os engenheiros foram capazes de criar boneco capazes de substituir os seres humanos nos acidentes de laboratório. Eles são os chamados dummies, ou idiotas, em inglês. Apesar do nome, eles estão longe da idiotice: são dispositivos sofisticados e muito caros -chegam a custar mais de US$ 200 mil dólares a unidade.
Há dummies de vários tamanhos e dos dois sexos, para medir os riscos corridos por pessoas de todos os tipos físicos, inclusive crianças. As indústrias usam, normalmente, uma variedade de modelos ao desenvolver seus carros. Nos testes governamentais e de instituições de segurança, porém, são usados bonecos com dimensões correspondentes à média da população, já que os custos não permitem a destruição de um grande número de carros.
Os pilotos de crash test têm esqueletos de alumínio revetidos de borracha e são equipados com um grande número de sensores eletrônicos que medem forças e deformações em tempo real durante os choques a que são submetidos (veja alguns na ilustração acima). Eles são conectados por cabos a computadores durante os testes e seus movimentos são filmados por câmeras de alta velocidade.
Em sua segunda geração, o Dummy, apresenta tecnologia ainda mais avançada, desempenhando exclusivamente a função de pedestre durante os testes, disponibilizando informações detalhadas sobre o impacto, contribuindo não só para aumentar a segurança em geral, como também reduzir as seqüelas aos envolvidos nesse tipo de acidente.





