Drive Me integra carros autônomos ao trânsito real
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sábado, 21 de fevereiro de 2015
Reportagem Local 
A Volvo Cars apresentou esta semana uma solução única e completa que torna possível integrar carros autônomos ao trânsito real, tendo pessoas comuns no banco do motorista. Em todas as demonstrações e testes do sistema feitos até agora, inclusive no Brasil, o carro sempre foi conduzido por engenheiros ou técnicos da marca.
A segunda fase dos carros autônomos da Volvo Cars inclui a adoção de sistemas secundários, que operam para garantir a máxima segurança em qualquer condição de trânsito. Trata-se de uma abordagem semelhante a da indústria aeronáutica, onde há sempre um sistema de "reserva", apto a operar caso ocorra alguma falha nos dispositivos principais.
"Nós estamos entrando em um território não explorado da condução autônoma", explica Peter Mertens, vice-presidente sênior de Pesquisa e Desenvolvimento da Volvo Car Group. "Estamos dando um importante passo para um teste público, com a ambição de permitir que pessoas comuns sentem-se atrás do volante em situações de trânsito normal, em vias públicas, como nunca foi feito antes."
Com o projeto Drive Me chegando ao segundo ano, a Volvo Cars segue rapidamente com o objetivo de, até 2017, ter cem carros autônomos na mão de consumidores comuns em vias selecionadas de Gotemburgo, na Suécia. O projeto piloto, uma colaboração conjunta entre legisladores, autoridades de transporte, a prefeitura local e a Volvo Cars, é componente central do plano para alcançar a mobilidade sustentável e permitir um futuro livre de acidentes.
O sistema Autopilot foi projetado a partir de uma complexa rede de sensores, baseada em informações da nuvem e sistemas inteligentes de frenagem e de direção, confiável o suficiente para atuar em qualquer circunstância de condução durante o modo autônomo. A tecnologia avança para um passo crucial, com a inclusão de sistemas que operam no caso de falhas. Inicialmente, os carros irão dirigir de forma autônoma em estradas selecionadas com condições adequadas, sem tráfego no sentido contrário, pedestres ou ciclistas.
A probabilidade de um sistema de freio falhar é muito pequena, mas um carro autônomo precisa de um segundo dispositivo independente para frear o veículo até a parada total, como se fosse o motorista preparado para apertar o pedal do freio. Quando o sistema de condução autônoma não está disponível em situações específicas de clima, problemas técnicos, ou quando se está próximo do fim da rota o motorista é avisado pelo sistema para assumir o comando novamente. Se o motorista estiver incapacitado por algum motivo, e não consiga assumir o volante, o carro irá encontrar um lugar seguro para parar.
A Volvo Cars desenvolveu uma solução que permite um posicionamento preciso do carro e uma visão de 360º do ambiente ao redor. Isso foi alcançado com uma combinação de vários radares, câmeras e sensores a laser. Uma rede de computadores processa as informações, gerando um mapa em tempo real dos objetos fixos e móveis ao redor do carro.
O posicionamento preciso é baseado nessas informações e na localização por meio de um GPS de alta resolução, que usa um mapa tridimensional que é atualizado em tempo real. O sistema é confiável o suficiente para operar sem a supervisão do motorista.


