Odiada por muita gente, a baliza é um dos momentos que tiram a paciência na hora de estacionar um carro. Não por acaso, ela aparece como a grande vilã na reprovação do teste para tirar a carteira de motorista. Nas ruas, com a pressão de outros veículos atrás, querendo passar, a tensão só aumenta. Será que cabe na vaga? Entrei certo? Vai ralar no carro de trás ou no da frente? Foi pensando nesse "tormento" que os sistemas de auxílio de estacionamento foram criados e vêm ganhando cada vez mais espaço entre os carros brasileiros. E mais: passaram a ser uma exigência de vários clientes na hora de fechar um negócio.
Um dos sistemas pioneiros é o sensor sonoro que fica no para-choque e apita conforme um carro se aproxima de outro ou de um objeto, quando a ré está engatada. O funcionamento é bem simples, com tecnologia baseada no ultrassom: o sensor emite uma frequência sonora muito alta, não perceptível pelo ouvido humano. O sinal reflete no objeto mais próximo e retorna para o sensor. O tempo que o sinal leva para fazer esse trajeto de ida e volta é o que determina distância entre o carro e o obstáculo. Quanto mais próximo, menor é o intervalo entre os apitos ouvidos no interior do veículo, emitidos pela central do sistema. Além de evitar avarias no veículo, o sensor afasta também o risco de acidentes, como por exemplo, uma criança brincando atrás de um carro que está sendo manobrado, longe do alcance de visão do motorista. Se seu carro não veio de fábrica com o dispositivo, é possível instalar em lojas de acessórios automotivos. Os preços do conjunto variam entre R$ 40 a R$ 150.
Disponível em modelos da Toytota, como a RAV4, o sistema com câmeras é mais completo. Além dos sensores, que avisam da proximidade com obstáculos na traseira do carro, conferir a imagem é uma ajuda e tanto, que surpreende até quem nem imaginava que um dia fosse utilizar esse tipo de acessório. É o caso do dentista Fábio Camati. "Eu sempre me virei bem fazendo baliza, achava até que esses sistemas eram um pouco de frescura, mas mudei de ideia quando comprei um carro com o equipamento", revela.
Segundo ele, a ótima visão, inclusive noturna, é ideal para evitar esfolar o para-choque, além de acabar com a dúvida sobre a distância entre os automóveis. "Você não fica mais preocupado se ficou longe ou se está muito perto, nem precisa descer do carro pra conferir. Acompanha tudo de dentro mesmo", complementa.
O Park Assist, da Volkswagen, proporciona mais. Além de câmera e sensores, o dispositivo faz a baliza quase sem necessidade de intervenção do motorista. Após acionar o sistema no painel, o tamanho da vaga é calculado, informando se a manobra é possível. Para isso, são precisos aproximadamente 5,5 metros, no caso do Tiguan. Se o espaço for suficiente, o computador de bordo dá as orientações seguintes, como deixar o volante solto. O motorista precisa apenas dosar frenagem e aceleração, além da troca das marchas.
Apesar de estar sempre em evolução, uma grande desvantagem do sistema ainda não foi superada: o espaço da vaga precisar ser grande demais para a média encontrada nas grandes cidades.

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