Mauricio Della Barba
A Drag Star XVS 1100 é uma moto para poucos e bons. A nova opção importada da Yamaha, uma elegante estradeira, saiu das pranchetas na tentativa de agradar o consumidor que procura classe e conforto sobre duas rodas. O objetivo parece ter sido alcançado.
Apresentada no mercado brasileiro no final do ano passado, a Drag Star 1100 – irmã da ‘‘pequena’’ Drag Star 650 – começa a chegar este mês ao Brasil agora na versão 2000. Disponível na cor vinho/vermelha, o modelo assusta já na hora do preço: US$ 14.642, ou o equivalente a cerca de R$ 25 mil.
Apesar de ‘‘salgado’’, o valor agrega muitas compensações. A primeira delas surge pela ótima sensação de acelerar o potente motor de 1063 cm3, de 62 cv, baseado no mesmo motor que equipa a Virago, de quatro tempos, e dois cilindros em ‘‘V’’ a 75 graus. Com algumas alterações, o propulsor da Drag Star ficou mais forte, respondendo melhor também em baixas rotações. A transmissão, do tipo eixo-cardã, tem cinco marchas e é silenciosa e sem trancos secos.
Junto com a motorização, o banco instalado em posição baixa – 690 mm de altura do solo – e em uma posição mais a frente, facilitaram as manobras no trânsito urbano. A disposição das pedaleiras e do guidão também contribuíram para a agilidade da Drag Star nas ruas da cidade. O motociclista, de qualquer tamanho, pode perceber isso ao sentar na moto, pois consegue facilmente colocar os pés no chão, sem ter que ficar equilibrando os 261 quilos da modelo na ponta dos pés.
Outra diferença da moto da Yamaha em relação a outras ‘‘grandalhonas’’ da área, como a BMW R 1200 C, Harley Davidson Fat Boy, Honda Shadow VT 1100 e a Suzuki Intruder VS 1400, é que o pneu dianteiro traz medidas ‘‘normais’’ (110/90-18) contra os ‘‘gigantes’’ montados nos outros modelos. Em compensação, o pneu traseiro é enorme: 170/85-15.
A estabilidade da moto é garantida graças à grande distância entre-eixos (1,64 metro) e o baixo centro de gravidade. No total, a moto da Yamaha mede 2,4 metros de comprimento. Na parte de suspensão, o ângulo das bengalas – de 41 mm – na dianteira não são tão inclinadas como numa ‘‘custom’’ tradicional.
A Drag Star também conta com freios eficientes. São dois discos na dianteira e um na traseira, que transmitem segurança nas frenagens.
Na parte visual, a Drag Star é discretamente charmosa. Claro que é impossível evitar os olhares curiosos nas ruas, mas a moto não chega a ser provocativa aos menos afortunados. O tanque enorme traz instalado o velocímetro analógico e hodômetro e relógio digital, uma característica da maioria das estradeiras. Tem capacidade para 17 litros de gasolina.
Os detalhes cromados tomam conta da maior parte da moto, servindo de espelho em alguns momentos. Os dois escapamentos, retos e estreitos, saem do motor de forma simétrica.
Mesmo com o acabamento de primeira, a Yamaha disponibiliza uma linha completa de acessórios, tais como protetores de motor cromados, novos espelhos retrovisores, bolsas laterais de couro e bolsa de ferramenta também em couro. Pode ser equipada ainda com pára-brisa, bagageiro e ‘‘sissy bar’’ (encosto para o garupa).
Enfim, a Drag Star 1100 é uma bela estradeira, capaz de transmitir a sensação de uma moto de menor cilindrada, mas com conforto acima da média. Pena que o preço alto a torne para poucos e bons.Nova estradeira da Yamaha chega importada ao Brasil na versão 2000 com preço de R$ 25 mil
Fotos: Paulo WolfgangA Yamaha Drag Star 1100 começa a chegar este mês ao Brasil na versão 2000, pelo preço de US$ 14.642, ou de R$ 25 milO motor de 1063 cm3, foi baseado no da Virago, com dois cilindros em ‘‘V’’ a 75 grausO banco instalado em posição baixa e mais na frente, deixou a moto mais fácil de pilotar no trânsito urbanoO tanque enorme traz instalado o velocímetro analógico e hodômetro e relógio digital, uma característica da maioria das estradeirasA Drag Star conta com freios a disco duplos na dianteira e um na traseira

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